Operação 'Lealdade Corrompida' prende policiais por fingir operação para roubar drogas em MS

Investigação aponta que grupo se passou por agentes públicos e simulou ação oficial para acessar imóvel e subtrair grande quantidade de entorpecentes

15/04/2026 às 09:57 por Redação Plox

A Polícia Civil prendeu, durante a Operação “Lealdade Corrompida”, dois servidores das forças de segurança suspeitos de participação no furto de entorpecentes em Campo Grande. A ação foi deflagrada entre segunda (13) e terça-feira (14) e apura um grupo que teria se passado por agentes públicos para subtrair drogas de uma residência.


Entre os presos estão o policial penal Vitor Ribeiro Venancio dos Santos e o policial militar Lucas Villegas, apontados como suspeitos de envolvimento direto no esquema. Além deles, outros investigados também foram detidos temporariamente.

Grupo teria simulado ação oficial para acessar imóvel

A operação foi conduzida pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), que investiga a atuação de um grupo organizado responsável por retirar uma quantidade significativa de droga de um imóvel, simulando uma ação oficial de segurança pública.

Dois policiais penais foram presos, além de outros detidos temporariamente, por suspeita de envolvimento no esquema.

Dois policiais penais foram presos, além de outros detidos temporariamente, por suspeita de envolvimento no esquema.

Foto: Divulgação / Polícia Civil.



De acordo com as investigações, os envolvidos teriam agido de forma coordenada, utilizando a aparência e a suposta autoridade de agentes para ter acesso ao local e cometer o crime. A suspeita de participação de servidores públicos elevou a gravidade do caso e motivou o acompanhamento das corregedorias.

Mandados, buscas e apreensões

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, também foram realizadas buscas em endereços ligados aos investigados. As equipes apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos, dinheiro, armas de fogo e munições, materiais que devem contribuir para o avanço das investigações.


A ação contou com apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário, além das corregedorias da Polícia Penal e da Polícia Militar, que acompanharam as diligências, especialmente por envolver servidores das corporações.

Outras equipes participaram e há foragido

Também participaram equipes da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas e da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos).


Um dos investigados segue foragido. A Polícia Civil informou que as apurações continuam para esclarecer todos os detalhes do esquema, identificar outros possíveis envolvidos e responsabilizar os autores.

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