Influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão foram presos na operação Narco Fluxo, diz PF

Casal foi detido em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo; investigação apura lavagem de dinheiro e cita esquema ligado a MC Ryan SP

15/04/2026 às 11:26 por Redação Plox

O casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão foi preso nesta quarta-feira (15/4) pela Polícia Federal (PF) em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo. As prisões integram a megaoperação Narco Fluxo, que mira um esquema estruturado de lavagem de dinheiro apontado como liderado por Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP.


Chrys Dias e a esposa Débora Paixão são apontados como financiadores do esquema ligado ao cantor MC Ryan SP

Chrys Dias e a esposa Débora Paixão são apontados como financiadores do esquema ligado ao cantor MC Ryan SP

Foto: Reprodução.


Ordem judicial e suspeita de financiamento do esquema

A decisão que determinou as prisões temporárias e as medidas de busca e apreensão contra o casal é do juiz Roberto Lemos dos Santos Filhos, da 5ª Vara Federal de Santos.

Segundo documentos da PF, Chrys Dias e Débora Paixão teriam usado a empresa Casal Imports para auxiliar o esquema como “financiadores relevantes do sistema criminoso”, ao transferirem recursos provenientes de rifas digitais para empresas ligadas ao funkeiro.

Além das prisões, endereços vinculados a Chrys Dias e Débora Paixão também foram alvo de busca e apreensão.

Atuação nas redes e histórico de polêmica

Nas redes sociais, Chrys Dias se apresenta como empresário de MC Ryan SP, além de outros artistas e influenciadores digitais.

No ano passado, Chrys Dias se envolveu em uma polêmica após precisar devolver uma Ferrari SUV Purosangue, atendendo a um pedido da própria marca.

Nascido na favela de Capão Redondo (SP), Chrys Dias ganhou popularidade na internet por conta da amizade com MC Ryan SP. No Instagram, ele reúne quase 15 milhões de seguidores e costuma publicar a rotina ao lado da esposa, Débora Paixão. O casal tem três filhos. Dias também realiza sorteios online e rifas.

Defesas se manifestam sobre a investigação

Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.

Defesa de MC Ryan

Em nota, a defesa de MC Ryan informou que não teve acesso ao procedimento e, por isso, afirmou estar impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos. Ainda segundo a defesa, os esclarecimentos que serão prestados devem demonstrar a verdade dos acontecimentos.

Já os advogados de MC Poze do Rodo divulgaram nota afirmando que a defesa de Marlon Brandon — nome de batismo do artista — desconhece os autos ou o teor do mandado de prisão e que, após ter acesso ao conteúdo, se manifestará na Justiça para restabelecer a liberdade e prestar esclarecimentos ao Poder Judiciário.

A defesa de Raphael Sousa, dono da página Choquei, não foi localizada.

O que a PF diz sobre a Operação Narco Fluxo

De acordo com a PF, a operação mobiliza mais de 200 policiais federais para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.

A PF informa que a ação ocorre nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

A corporação afirma acreditar que o volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, teriam sido apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar a investigação.

Entre os presos nesta quarta-feira, segundo o texto, estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan. A medida alcança 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.

Conforme a decisão judicial citada no material, o valor estimado do bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com crimes que teriam sido praticados, como o tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado em relatórios de inteligência encaminhados pelo Coaf.

Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

As investigações seguem em andamento, e os alvos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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