Erika Hilton denuncia ataques de grupos incel contra Bruna Marquezine nos EUA

Deputada federal aponta ofensiva organizada em fóruns online, motivada por rumores sobre identidade de gênero da atriz e marcada por traços lidos como 'latinos'

16/01/2026 às 12:47 por Redação Plox

A deputada federal Erika Hilton usou as redes sociais para denunciar que Bruna Marquezine se tornou alvo de ataques de grupos incel nos Estados Unidos, após a circulação de rumores sobre sua identidade de gênero. Para a parlamentar, o episódio evidencia como a transfobia ultrapassa o universo das pessoas trans e atinge mulheres que fogem do padrão esperado, sobretudo quando não são brancas.


Deputada federal Erika Hilton cita Bruna Marquezine ao reagir a supostos ataques virtuais de incels; entenda!

Deputada federal Erika Hilton cita Bruna Marquezine ao reagir a supostos ataques virtuais de incels; entenda!

Foto: Reprodução/Instagram

O termo incel é uma abreviação de “involuntary celibates” – ou “celibatários involuntários” –, usado por homens que se autodeclaram assim e costumam atuar de forma organizada em fóruns na internet.

Um bando de esquisitões e incels dos EUA está atacando a atriz brasileira Bruna Marquezine por acharem que ela é trans. E, pela milésima vez, tivemos a prova de que a transfobia não afeta apenas as pessoas trans. A transfobia pode afetar qualquer pessoa diferente dos padrões estabelecidos em determinada sociedade. Especialmente as mulheres não brancas Erika Hilton

Ataques após aparição com Shawn Mendes

Segundo Erika Hilton, a reação começou depois que Bruna Marquezine foi vista ao lado do cantor canadense Shawn Mendes. A simples aparição pública teria sido suficiente para que fóruns dedicados a patrulhar corpos e identidades passassem a discutir e atacar a atriz.


Bruna Marquezine e Shawn Mendes.

Bruna Marquezine e Shawn Mendes.

Foto: Reprodução

Na avaliação da deputada, bastaram traços identificados como “latinos” para que parte desse público passasse a definir quem Bruna seria e como deveria ser tratada. Para ela, a maneira como o corpo de Marquezine foi lido nesses espaços repete um padrão de violência direcionado a quem foge de normas rígidas de gênero e aparência.

Erika descreve esses grupos como homens que “passam o dia na internet atacando pessoas trans” e que, ao verem a atriz brasileira ao lado de Shawn Mendes, decidiram enquadrá-la em um alvo já conhecido dessas comunidades digitais.

Transfobia para além das pessoas trans

Ao encerrar seu posicionamento, a deputada amplia o debate e rejeita a ideia de que se trata de um caso isolado. Para Erika, a lógica dos ataques promovidos por grupos incel já foi dirigida a outras mulheres que não se encaixam em padrões considerados hegemônicos.

Ela ressalta que esse tipo de violência online reforça como a transfobia é usada para atacar qualquer pessoa percebida como fora da norma, alcançando inclusive mulheres cis que fogem do que esses grupos entendem como aceitável.

Nesse contexto, episódios como o de Bruna Marquezine são apresentados por Erika Hilton como parte de um cenário mais amplo, em que corpos e identidades que destoam do padrão são transformados em alvo recorrente de ódio e vigilância em ambientes virtuais.

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