Trump ameaça tarifas a países que rejeitarem plano de anexação da Groenlândia

Em meio a disputas no Ártico, presidente dos EUA vincula apoio à anexação da Groenlândia à imposição de barreiras comerciais, eleva tensão com parceiros europeus e leva Dinamarca e governo local à mesa de negociação

16/01/2026 às 17:34 por Redação Plox

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão diplomática ao ameaçar impor tarifas a países que não apoiarem o plano de anexação da Groenlândia, território autônomo que integra o Reino da Dinamarca. Segundo o republicano, controlar a ilha é essencial para garantir a segurança nacional norte-americana.

Trump

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Foto: Reprodução TV


Tarifas como instrumento de pressão internacional

Durante uma mesa-redonda sobre saúde na Casa Branca, nesta sexta-feira (16), Trump sugeriu que poderia recorrer a barreiras comerciais para forçar apoio à proposta de anexação da ilha ártica, reforçando o uso de tarifas como ferramenta de pressão em sua política externa.

Poderia impor tarifas aos países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia por razões de segurança nacional

Donald Trump

Trump comparou as eventuais tarifas relacionadas à Groenlândia às medidas que ameaçou adotar contra França e Alemanha, no ano anterior, sobre produtos farmacêuticos. O recurso a tarifas se consolidou como uma das principais marcas de sua estratégia para negociar tanto com aliados quanto com adversários.

Interesse na ilha ártica e possibilidade de ação militar

A ameaça mais recente se soma a uma série de movimentos do governo Trump para tentar adquirir a Groenlândia. O presidente já declarou que tem interesse em comprar o território e não descartou o uso de meios militares para concretizar a anexação, caso considere necessário.

O plano reacende debates estratégicos sobre o Ártico, região de importância geopolítica crescente. A Groenlândia ocupa posição estratégica no Atlântico Norte e abriga infraestrutura militar relevante, o que faz com que o controle da ilha seja visto por Washington como um ativo de segurança e de influência global. A sinalização de que uma eventual anexação poderia envolver pressão econômica e até ação militar intensifica as preocupações entre aliados europeus.

Resistência da Dinamarca e grupo de trabalho

Em meio à escalada de declarações, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia estiveram na Casa Branca na última quarta-feira (14) para discutir o tema diretamente com o governo norte-americano. Ao fim do encontro, deixaram claro que mantêm um “desacordo fundamental” com a proposta de Trump.

Apesar da discordância sobre o futuro da ilha, os países concordaram em criar um grupo de trabalho para dar continuidade às conversas, com reuniões previstas a cada duas ou três semanas, de acordo com informações divulgadas pela Casa Branca na quinta-feira (15). Na mesma data, militares europeus chegaram à Groenlândia para apoiar a Dinamarca, em mais um sinal de mobilização em torno do território.

A combinação de pressão tarifária, ambição territorial e movimentação militar transforma a disputa pela Groenlândia em mais um foco de tensão entre Washington e parceiros europeus, com potencial para repercussões duradouras na política internacional.

Com informações da AFP.

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