STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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Uma mensagem que circula nas redes sociais com o comando “Anônimo mandou ácido para ministro do STF, revela jornalista” sugere um ataque químico contra um integrante da Corte. Até o momento, porém, não há confirmação pública em fontes oficiais ou em veículos jornalísticos de grande circulação sobre um episódio recente em que “ácido” teria sido enviado a um ministro do Supremo nesses termos. A informação segue ainda em apuração.
O que há documentado de forma oficial é um caso anterior de correspondência suspeita enviada ao então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, no qual a Polícia Federal concluiu que o “pó branco” encontrado em um envelope era lactose, sem qualquer indício de substâncias tóxicas, radioativas, explosivas ou de microorganismos.
Composição dos ministros do STF em 2023
Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Em agosto de 2008, uma correspondência endereçada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, foi aberta por um funcionário, que relatou cheiro forte e conteúdo ofensivo na mensagem. O material foi encaminhado para análise da Polícia Federal.
Após perícia, a PF informou que o pó encontrado era lactose (açúcar do leite), descartando risco biológico, tóxico, radioativo ou explosivo. Na ocasião, foi indicada a abertura de investigação para tentar identificar o responsável pelo envio.
Esse episódio ganhou relevância como precedente porque, diante de qualquer “pó suspeito” ou suposta substância agressiva em correspondências dirigidas a autoridades, a praxe é acionar protocolos de segurança e perícia antes de qualquer conclusão sobre a presença de “ácido” ou de outro agente químico.
À época, o Correio Braziliense registrou a informação atribuída à Polícia Federal de que o material analisado não continha substâncias tóxicas, microorganismos, compostos radioativos ou explosivos, e que o pó havia sido identificado como lactose.
O Relatório de Gestão 2008 da Polícia Federal, documento oficial, também menciona o chamado “Caso do Pó Branco no STF” e relata que, por meio de análises como difração de raios X, foi possível determinar em poucas horas que a substância era lactose, “sem riscos biológicos e radioativos”.
Com isso, aquele caso de envelope suspeito envolvendo o Supremo Tribunal Federal foi classificado como uma falsa ameaça do ponto de vista do risco químico e biológico, ainda que tenha acionado mecanismos de segurança e apuração.
Para quem recebe comandos como “Anônimo mandou ácido para ministro do STF, revela jornalista”, sem indicação clara de quem é o jornalista, qual o veículo, a data ou o ministro supostamente envolvido, o alerta é imediato: esse tipo de formulação pode sinalizar boato, recorte fora de contexto ou informação incompleta.
Nesses casos, a orientação é tratar a alegação como não confirmada até que haja registros verificáveis, como nota oficial do STF ou da Polícia Federal, ou ainda reportagens identificáveis com data, autoria e veículo.
Do ponto de vista institucional, qualquer episódio de correspondência suspeita costuma acionar protocolos específicos: isolamento de área, perícia do material e avaliação de risco. Só após essas etapas é possível determinar se de fato havia substância corrosiva, como um ácido, ou apenas material inofensivo.
Na cobertura política, alegações de intimidação contra ministros do STF tendem a ter repercussão e podem resultar em investigação formal, desde que haja confirmação do fato e registro oficial do episódio.
Em relação à mensagem que afirma que um anônimo teria enviado ácido a um ministro do Supremo, ainda é necessário checar pontos básicos:
Primeiro, se existe alguma nota oficial do STF ou comunicação da Polícia Federal sobre um caso recente que envolva especificamente “ácido”, e não apenas “pó suspeito”.
Segundo, a identificação de qual seria o “jornalista” mencionado no comando — com nome, veículo e data da publicação — para que o conteúdo original possa ser localizado e analisado, reduzindo o risco de desinformação.
Caso se confirme a existência de um episódio atual, os próximos passos de apuração incluirão buscar informações sobre eventual boletim de ocorrência, abertura de inquérito, laudos periciais e medidas de segurança adotadas em resposta ao fato.