Dono de escola particular no Recife é indiciado por pedofilia virtual

Polícia Civil concluiu inquérito e encaminhou o caso ao MPPE; defesa diz que empresário se declara inocente

16/04/2026 às 07:46 por Redação Plox

O diretor de uma escola particular de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi indiciado por pedofilia virtual. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) no dia 9 de abril.

O indiciado é Bruno César Pohlmann Batista, de 48 anos, dono do Colégio Cristão do Recife. Durante as investigações, ele permaneceu em liberdade. Procurada, a defesa informou que o empresário se declara inocente e afirmou que ele está à disposição das autoridades.


Diretor do Colégio Cristão do Recife, Bruno Pohlmann, é indiciado por pedofilia virtual

Diretor do Colégio Cristão do Recife, Bruno Pohlmann, é indiciado por pedofilia virtual

Foto: Reprodução


Investigação começou em julho do ano passado

De acordo com a Polícia Civil, o caso passou a ser investigado em julho do ano passado. A corporação não divulgou outros detalhes sobre o inquérito nem sobre os delitos que o suspeito teria praticado.

A investigação foi conduzida pelo delegado Mário Melo, titular da Delegacia de Boa Viagem.

Entenda o que é pedofilia virtual

O crime de pedofilia virtual está relacionado à produção ou ao compartilhamento de imagens de abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

Indiciamento se baseia em artigos do ECA

Segundo a polícia, o homem foi indiciado com base em dois artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):

241-A: oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

241-B: adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.

Próximos passos no Ministério Público

Após o indiciamento, o MPPE vai analisar o caso e decidir se oferece ou não denúncia ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

O que diz a defesa

O advogado Josemar de Andrade, que representa Bruno César Pohlmann Batista, informou, por meio de nota, que:

  • o cliente declara inocência e se encontra à inteira disposição das autoridades judiciais para o trâmite do processo legal;
  • o inquérito policial é sigiloso e, por isso, as informações devem permanecer em estrito sigilo para evitar prejuízo à elucidação dos fatos;
  • por conta do sigilo do processo, a defesa afirmou estar impedida de apresentar mais detalhes ou de fazer esclarecimentos públicos sobre as investigações.

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