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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou, nesta quinta-feira (16), uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da extinção da jornada 6×1. O texto propõe que a União indenize as empresas pelas despesas geradas em uma eventual transição no modelo de trabalho. A proposta aguarda análise e deliberação dos congressistas.
Segundo o parlamentar, a iniciativa busca mitigar impactos financeiros que a nova regra poderia provocar no setor produtivo. A emenda, de acordo com Nikolas, estabelece que o governo assuma os encargos da mudança para evitar que os custos recaiam apenas sobre os empregadores.
Deputado Federal Nikolas Ferreira (PL-MG)
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Na avaliação do deputado, a União deveria compensar as despesas por meio de medidas fiscais e econômicas. O entendimento aparece no texto apresentado por ele.
Não é aceitável que o Estado, ao ampliar direitos de inegável apelo social, o faça apenas transferindo a conta ao empregador. Mudanças dessa magnitude exigem responsabilidade institucional, estudo, calibragem econômica e mecanismos que favoreçam a adaptação gradual, a elevação da produtividade e a preservação dos postos de trabalho formais
Trecho da emenda
Ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que o custo da mudança seja absorvido pelo próprio mercado — o que, segundo críticos, poderia resultar em demissões e aumento de preços ao consumidor final.
Aliados de Lula sustentam que trabalhadores mais descansados tendem a ter mais qualidade de vida e, por consequência, produzem mais e melhor. Também apontam a possibilidade de redução de riscos de acidentes e de adoecimentos físicos e mentais, o que poderia diminuir afastamentos.
Nesse contexto, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que mudanças na jornada, em outros países, teriam sido acompanhadas por aumento de produtividade.
Nesta quarta-feira (15), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar, na próxima quarta-feira (22), a PEC que extingue a escala 6×1.
O relatório favorável foi apresentado nesta terça-feira (14) pelo relator, deputado Paulo Azi (União-BA), mas um pedido de vista suspendeu a avaliação do texto. Para acelerar a tramitação, novas sessões serão realizadas na Casa até esta sexta-feira (17).