Polícia faz operação contra quadrilha suspeita de fraudar financiamentos de veículos no RJ
Ação da 41ª DP cumpre seis mandados de busca e apreensão em endereços de investigados e em lojas; movimentação estimada é de cerca de R$ 1 milhão
16/04/2026 às 07:37por Redação Plox
16/04/2026 às 07:37
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
Policiais da 41ªDP (Tanque) realizaram, na manhã desta quinta-feira (16), uma operação para cumprir seis mandados de busca e apreensão contra uma quadrilha suspeita de montar um esquema de fraudes em financiamentos de veículos. De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 1 milhão.
Agentes visam para cumprir 6 mandados de busca e apreensão contra a quadrilha que aplica golpes em financiamento de veículos
Foto: Reprodução
Mandados são cumpridos no RJ e em Santa Catarina
As diligências ocorrem em endereços ligados aos investigados em Niterói e Guapimirim, além de lojas nos bairros de Icaraí e Piratininga. Um dos mandados também está sendo cumprido no município de Capivari de Baixo, em Santa Catarina.
Segundo a Polícia Civil, foi solicitado à Justiça o bloqueio de bens e contas bancárias em nome dos investigados. As apurações indicam ainda que o grupo usava contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro e mantinha grupos segmentados de comunicação para coordenar as ações criminosas.
Investigação começou após vítima descobrir dívida ligada ao carro
As investigações tiveram início depois que uma vítima procurou a delegacia ao tentar vender um veículo e descobrir a existência de uma dívida vinculada ao automóvel, por meio de alienação fiduciária.
De acordo com os agentes, a quadrilha utilizava “laranjas” para formalizar contratos de financiamento de veículos de alto valor, já com a intenção de não quitar as dívidas. Com os automóveis bloqueados, os suspeitos negociavam os débitos com instituições financeiras por valores reduzidos.
Carros voltariam ao mercado após regularização do débito
Após a regularização, os veículos eram reinseridos no mercado e vendidos pelo valor original, o que, segundo as apurações, gerava lucro ilícito elevado e prejuízo ao sistema financeiro.
Ainda conforme a Polícia Civil, o esquema funcionava com diferentes núcleos de atuação. Um deles seria responsável pela liderança e pelo controle estratégico e jurídico da operação. Outro grupo atuaria na falsificação de documentos financeiros, viabilizando a aprovação fraudulenta dos financiamentos.