FICCO/MG prende suspeitos de organização criminosa após operação em Governador Valadares
Força-tarefa cumpriu oito mandados de prisão e deteve um foragido com submetralhadora, munições e rádios comunicadores.
Um técnico em radiologia virou alvo de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais após ser acusado de filmar pacientes nuas dentro de uma clínica em Itabira. O caso ocorreu em 27 de novembro de 2025 e foi apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
As apurações começaram depois que uma paciente de 28 anos, durante um exame admissional, percebeu um celular escondido no bolso do jaleco do profissional. Segundo a investigação, o aparelho estava posicionado de forma estratégica para registrar imagens íntimas sem consentimento.
De acordo com a Polícia Civil, depoimentos da vítima, relatos de testemunhas e laudos periciais foram decisivos para a confirmação do crime. A perícia digital identificou vídeos que mostram o momento em que o investigado preparava o equipamento antes da entrada da paciente na sala de exame.
A polícia também apontou que a conduta não teria sido um episódio isolado. No celular apreendido, foram encontrados diversos registros semelhantes, indicando que ao menos cinco mulheres podem ter sido vítimas.
O delegado responsável reforçou a gravidade da conduta e afirmou que as provas reunidas comprovam o registro não autorizado de imagens íntimas durante atendimentos.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Durante o interrogatório, o suspeito, de 46 anos, admitiu ter feito as gravações e alegou motivos de segurança pessoal. A justificativa, porém, foi descartada pela Polícia Civil, que destacou a grave violação da intimidade das pacientes e a quebra de confiança na relação entre profissional de saúde e paciente.
O delegado responsável reforçou a gravidade da conduta e afirmou que as provas reunidas comprovam o registro não autorizado de imagens íntimas durante atendimentos.
O homem foi indiciado por registro não autorizado de intimidade sexual, crime previsto no artigo 216-B do Código Penal. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que dará continuidade ao caso.