Tribunal do Júri condena motorista a 13 anos por morte de ciclista no Morro da Usipa em Ipatinga
Conselho de sentença reconheceu, por maioria, homicídio com dolo eventual no caso de Vinícius Carlos Vieira, de 19 anos, atropelado no Morro da Usipa; defesa afirmou que vai recorrer.
16/05/2026 às 12:47por Redação Plox
16/05/2026 às 12:47
— por Redação Plox
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Marcus Vinícius Matias Gonçalves foi sentenciado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga, em razão da morte de Vinícius Carlos Vieira, de 19 anos. O jovem foi atingido por um veículo enquanto pedalava na BR-381, no trecho conhecido como Morro da Usipa. A decisão saiu nos primeiros minutos deste sábado (16), ao fim do julgamento realizado na Câmara Municipal de Ipatinga.
Segundo a acusação, Marcus dirigia uma SUV acima da velocidade quando matou o ciclista
Foto: Redes sociais
Conselho de sentença reconhece dolo eventual
Por maioria formada pelos sete jurados, prevaleceu a tese apresentada pela acusação: homicídio com dolo eventual. Nesse enquadramento, o autor não necessariamente busca o desfecho fatal, mas assume conscientemente o risco de causar a morte. O atropelamento aconteceu em 24 de dezembro de 2022 e teve ampla repercussão no Vale do Aço.
Jovem morreu no local
Foto: Redes sociais
O que apontou a denúncia do Ministério Público
Segundo a acusação do Ministério Público de Minas Gerais, Marcus dirigia uma SUV acima da velocidade permitida quando bateu na traseira da bicicleta de Vinícius.
A bicicleta do jovem que foi atropelado
Foto: Redes sociais
A denúncia também registrou que não teria havido frenagem antes do impacto e atribuiu ao réu a omissão de socorro, além da fuga do local. Vinícius sofreu lesões graves e morreu ali mesmo.
Detalhes do processo que condenou o motorista
Vídeo: Plox Brasil
Debate em plenário: além da imprudência no trânsito
Durante a sessão, o Ministério Público argumentou que o comportamento imputado ao réu não se limitou a uma imprudência típica de ocorrências de trânsito. Para a acusação, tanto a velocidade no trecho quanto o que ocorreu depois da colisão sustentavam a permanência do caso sob análise do Tribunal do Júri.
Do outro lado, a defesa procurou convencer os jurados de que o episódio deveria ser enquadrado como homicídio culposo no trânsito, quando não há intenção de matar nem aceitação do risco de morte. Os advogados ainda mencionaram divergências em perícias sobre a velocidade do veículo e contestaram a aplicação do dolo eventual.
Público acompanhou o julgamento
Foto: Stella Dutra/ Plox Brasil
Recurso e próximos passos do processo
Depois da condenação, a defesa a informação de que pretende recorrer. Até que o recurso avance, o réu deverá permanecer no sistema prisional, para onde foi levado em março, após prisão preventiva relacionada ao andamento do processo.
Familiares de Vinícius acompanharam o julgamento no plenário da Câmara Municipal de Ipatinga. A sessão se estendeu por cerca de 15 horas e também contou com a presença de familiares e apoiadores do réu. Com a sentença definida pelo Tribunal do Júri, o caso entra agora na fase recursal, sem mudança imediata na pena estabelecida.