Polícia conclui que empresário de funerária em Videira morreu envenenado; esposa e homem são presos
Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, foi internado em 5 de fevereiro e morreu dez dias depois; inquérito aponta envenenamento gradual e cita diferentes suspeitas sobre a intoxicação.
16/05/2026 às 12:30por Redação Plox
16/05/2026 às 12:30
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que o empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, dono da Funerária Rodrigues Alves, em Videira, no Meio-Oeste catarinense, morreu após ser envenenado. A esposa dele e um homem apontado como suposto amante foram presos preventivamente e indiciados por homicídio doloso qualificado.
Dono de funerária é morto por esposa e amante (
Foto: Reprodução/Redes sociais)
Pedro foi internado em estado grave
Pedro foi internado em estado grave no Hospital Divino Salvador, em Videira, no dia 5 de fevereiro. Durante a internação na UTI, exames toxicológicos indicaram intoxicação por carbamato ou organofosforado. Ele morreu em 15 de fevereiro, dois dias após a divulgação do resultado do exame, segundo a investigação.
De acordo com a Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, a apuração apontou que a esposa da vítima mantinha um relacionamento extraconjugal havia mais de um ano. Os investigadores sustentam que ela e o suposto amante teriam planejado a morte do empresário para ficarem juntos e também por interesse patrimonial.
A investigação indica
A investigação indica que o envenenamento teria ocorrido de forma gradual, entre janeiro e o período de internação. A polícia apura o uso de metanol misturado à cerveja consumida por Pedro, soda cáustica em medicamentos e “chumbinho”, produto clandestino e altamente tóxico, sem registro na Anvisa.
Outro ponto levantado no inquérito
Outro ponto levantado no inquérito é a suspeita de que a mulher teria feito pagamentos a um enfermeiro para receber informações sobre o estado de saúde do empresário enquanto ele estava internado. O Hospital Divino Salvador informou, em nota, que o profissional citado não faz mais parte da equipe e afirmou que colabora com as autoridades.
Os dois investigados foram interrogados
Os dois investigados foram interrogados acompanhados de advogados e permaneceram em silêncio. A mulher está presa em Chapecó, enquanto o homem está detido em Palmas, no Paraná. O caso segue à disposição da Justiça após a conclusão do inquérito policial.