Analista de Contagem acusa ‘Barbie do crime’ de golpe com remédio de emagrecimento
Vítima afirma ter perdido R$ 1,5 mil na compra do medicamento mounjaro com modelo de Goiânia já condenada por estelionato; Polícia Civil investiga o caso em Contagem
17/01/2026 às 09:57por Redação Plox
17/01/2026 às 09:57
— por Redação Plox
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Uma analista comercial de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, denuncia ter sido vítima de estelionato praticado por uma modelo de Goiânia conhecida como “Barbie do crime”. Segundo o relato, a suspeita teria recebido R$ 1,5 mil para a compra de mounjaro, medicamento usado para emagrecimento. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Barbie do crime' já foi condenada
Foto: Reprodução / Redes sociais
A mulher, identificada como Anna Ludário, de 40 anos, conta que enviou o dinheiro à suspeita para adquirir o remédio, mas não recebeu o produto nem teve o valor devolvido. Após o suposto golpe, ela procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência.
‘Barbie do crime’ já teve condenação por golpes anteriores
A suspeita ficou conhecida como “Barbie do crime” depois de ter sido condenada em setembro de 2015. Ela havia sido presa em agosto do mesmo ano por manter perfis em redes sociais voltados à venda de produtos importados. De acordo com as investigações da época, nesses canais eram aplicados golpes em clientes de Goiás e de outros estados, e mais de 100 pessoas procuraram a polícia alegando terem sido vítimas.
Vítima relata aproximação e transferência de dinheiro
Anna afirma que conheceu a modelo em um aplicativo de amizade e que as duas mantiveram contato frequente por cerca de dois anos, período em que também se relacionavam com outra conhecida em comum. Segundo ela, a suspeita contou que usava mounjaro e ofereceu ajuda para comprar o medicamento, dizendo que o pai o adquiria diretamente em uma distribuidora de Goiânia.
Em uma primeira tentativa de compra, Anna chegou a transferir R$ 1,5 mil, mas, naquele momento, a quantia foi devolvida. A justificativa apresentada foi de que o pai da suspeita demoraria para conseguir o remédio. Diante disso, a analista seguiu as orientações médicas e comprou o medicamento em uma farmácia.
Quando o estoque começou a acabar, a vítima voltou a procurar a modelo e perguntou se ela conseguiria novamente o produto. Após a confirmação, fez um novo Pix de R$ 1,5 mil. Desta vez, porém, a suspeita deixou de responder às mensagens e desapareceu do contato, de acordo com o relato da analista.
Descoberta da identidade e busca por outras vítimas
Sem retorno da mulher, Anna decidiu acionar a polícia e registrar o boletim de ocorrência. Em seguida, pesquisou o nome da suposta amiga na internet e afirma ter descoberto que se tratava da mesma pessoa apelidada de “Barbie do Crime”, já conhecida por golpes em vendas de produtos importados. Ela relatou ainda ter encontrado outra vítima em Belo Horizonte, que teria perdido R$ 1,2 mil em uma permuta de procedimentos estéticos.
A analista comercial chegou a ir pessoalmente ao endereço onde a suspeita morava, em Belo Horizonte, mas foi informada de que ela havia se mudado para Goiânia antes do Natal. Para a vítima, a forma como a modelo se aproximava das pessoas, construindo laços de confiança, torna a experiência ainda mais difícil de superar. Ela descreve o episódio como um choque do qual ainda não conseguiu se recuperar.
Polícia Civil investiga denúncia de estelionato
A Polícia Civil informou que apura a denúncia de estelionato envolvendo a modelo. Segundo a corporação, até o momento não houve conduções à delegacia. O caso foi encaminhado à 4ª Delegacia de Polícia Civil em Contagem, que seguirá com as investigações.
A Polícia Civil informou que apura a denúncia de estelionato. Não houve conduzidos à delegacia até o momento. O caso foi destinado à 4ª Delegacia de Polícia Civil em Contagem, e outras informações poderão ser repassadas com o avanço dos trabalhos investigativos. Polícia Civil
A reportagem tentou contato com a “Barbie do crime”, mas as chamadas não foram atendidas. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa.