Buscas por irmãos desaparecidos em quilombo do Maranhão chegam ao 14º dia com foco em lago

Operação por Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, desaparecidos em São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, concentra esforços em buscas subaquáticas e mobiliza forças de segurança e mais de mil voluntários

17/01/2026 às 06:49 por Redação Plox

As buscas pelas crianças desaparecidas no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, chegaram, neste sábado (17/1), ao 14º dia. A operação agora concentra esforços em buscas subaquáticas para tentar localizar Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4.

Imagens cedidas ao portal Metrópoles mostram a área onde as equipes trabalham para encontrar as crianças, em uma região de mata e corpos d’água no entorno do quilombo.

A operação mobiliza uma ampla força-tarefa, com atuação conjunta de agentes das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, militares do Exército e mais de mil voluntários da região, que se revezam nas buscas.


Crianças desaparecidas.

Crianças desaparecidas.

Foto: Arquivo pessoal

Relato do primo orienta estratégia das buscas

O trabalho das equipes passou a ser orientado, em parte, pelos relatos de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças. Ele também chegou a desaparecer na mata, mas foi localizado três dias depois. A partir das informações fornecidas por Anderson, os policiais encontraram uma espécie de “casa caída”, apontada como o local onde as crianças teriam passado pelo menos uma noite.

Na quinta-feira (15/1), as autoridades do Maranhão confirmaram que Isabelle e Michael passaram ao menos uma noite em uma cabana improvisada na mata, reforçando a hipótese de que circularam por áreas mais afastadas da comunidade quilombola.

Crianças desaparecidas

Crianças desaparecidas

Foto: Arquivo pessoal


Buscas por terra, água e ar

Ao longo da operação, as equipes vêm ampliando o raio de atuação e passaram a utilizar diferentes frentes de trabalho. As varreduras, inicialmente concentradas em terra, foram estendidas para os meios fluvial e aéreo, após o esgotamento de indícios na área terrestre.

Entre as ações realizadas, destacam-se a varredura em lago para tentar encontrar pistas sobre o paradeiro das crianças e a participação de cães farejadores especializados em resgate. Uma das cadelas utilizadas na operação, Iara, do Corpo de Bombeiros do Maranhão, morreu durante as buscas, marcando tragicamente o esforço das equipes na região.

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