Carlos diz que Bolsonaro passou mal novamente e está sendo monitorado na Papudinha
O vereador afirmou nas redes sociais que o ex-presidente teve novo mal-estar no presídio do DF; jornais citaram tontura e pico de pressão, mas não há boletim oficial divulgado até o momento
17/02/2026 às 07:27por Redação Plox
17/02/2026 às 07:27
— por Redação Plox
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O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nas redes sociais que o ex-presidente Jair Bolsonaro “passou mal novamente” na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, e que segue sendo monitorado após o episódio. Até o momento, não houve divulgação pública de boletim médico oficial que detalhe o quadro de saúde ou os procedimentos adotados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Relato de novo mal-estar na Papudinha
De acordo com o Correio Braziliense, Carlos Bolsonaro disse ter sido informado de um novo mal-estar do pai na tarde de segunda-feira (16/02). Segundo o vereador, o ex-presidente “segue sendo monitorado”, mas ele não apresentou informações adicionais sobre sintomas, exames realizados ou necessidade de transferência para um hospital.
O próprio texto publicado por Carlos indica ausência de dados mais precisos sobre a condição clínica de Jair Bolsonaro no momento da postagem.
Michelle cita tontura e pico de pressão
Na mesma linha de relatos de familiares, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contou, segundo o Correio Braziliense, que o ex-presidente teve tontura e um pico de pressão durante uma caminhada na Papudinha. Ele teria sido atendido por um médico plantonista e, após estabilização, retomado a rotina de sessões de fisioterapia.
Nos últimos dias, outras mensagens atribuídas a Carlos Bolsonaro, citadas pela Gazeta do Povo, também mencionam intercorrências de saúde no cárcere, incluindo uma “noite difícil” por causa de crise de soluços.
Informações oficiais ainda são limitadas
Até a conclusão desta apuração, não foi localizado, em fontes abertas, um comunicado oficial detalhado do sistema responsável pela custódia com laudo ou boletim médico sobre o episódio descrito por Carlos Bolsonaro.
Dessa forma, a informação central — de que Jair Bolsonaro “passou mal e está sendo monitorado” na Papudinha — permanece sustentada em relatos de familiares e está ainda em apuração quanto à confirmação clínica e às circunstâncias do atendimento.
Efeitos políticos e jurídicos
O novo episódio tende a intensificar a disputa política e jurídica sobre as condições de cumprimento de pena e sobre eventuais pedidos de prisão domiciliar por motivos de saúde. O debate ganha peso porque a Papudinha fica mais distante do hospital apontado como referência de atendimento ao ex-presidente em Brasília, fator usado em discussões públicas sobre resposta a emergências médicas.
No noticiário local do Distrito Federal, o caso pressiona autoridades por esclarecimentos sobre protocolos de atendimento, monitoramento e eventual remoção hospitalar de presos com histórico de intercorrências, sobretudo em situações de grande repercussão nacional.
O que deve ser observado a seguir
Em meio às dúvidas sobre o quadro clínico de Jair Bolsonaro na Papudinha, a atenção se volta para três frentes principais:
Primeiro, se haverá confirmação oficial por meio de nota ou boletim que detalhe atendimento, sinais vitais, exames realizados e conduta médica após o mal-estar relatado por Carlos Bolsonaro.
Segundo, se a defesa do ex-presidente vai apresentar novo pedido relacionado à saúde – como solicitação de prisão domiciliar ou alteração das condições de custódia – e quais documentos médicos serão anexados para embasar essa eventual iniciativa.
Terceiro, o acompanhamento de novas manifestações de familiares e relatos de visitas, que têm servido como principal fonte de atualização sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro e alimentado o debate público em torno das condições de sua permanência na Papudinha.