Moraes manda abrir inquérito sigiloso e pede dados a Receita e Coaf após suspeita de vazamento

Ministro do STF instaurou investigação de ofício para apurar acesso irregular e possível divulgação de informações fiscais e financeiras de ministros e familiares; órgãos foram acionados para rastrear eventuais consultas

17/02/2026 às 12:10 por Redação Plox

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de acesso irregular e possível vazamento de dados fiscais envolvendo ministros da Corte e familiares. A apuração, que tramita sob sigilo, foi instaurada de ofício, sem pedido prévio da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), após reportagens apontarem a circulação de informações financeiras sensíveis atribuídas a bases da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

PF também investiga quebra de sigilo fiscal da esposa de Moraes e de filho de um ministro

PF também investiga quebra de sigilo fiscal da esposa de Moraes e de filho de um ministro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Foco do inquérito e origem dos dados

Reportagens publicadas em janeiro de 2026 indicam que Moraes abriu um novo inquérito no STF para verificar se houve quebra ilegal de sigilo fiscal e vazamento de informações relativas a ministros e parentes. O objetivo é identificar a origem de dados que teriam sido consultados em sistemas da Receita e do Coaf e, em seguida, expostos publicamente.

O caso ganhou projeção em meio ao noticiário sobre o Banco Master e conexões mencionadas em reportagens envolvendo familiares de ministros, cenário que aumentou a pressão por esclarecimentos sobre como informações protegidas por sigilo teriam chegado ao domínio público.

Ponto central da apuração: o comando frequentemente resumido como “Moraes manda quebrar sigilo bancário em investigação sobre vazamento de dados” não aparece, nas principais publicações consultadas, como uma ordem já confirmada de quebra de sigilo bancário de pessoas físicas específicas nesse inquérito. O que está confirmado é a abertura da investigação e a requisição de informações a órgãos como Receita e Coaf para rastrear eventuais acessos irregulares.

Como atuaram Receita Federal e Coaf

De acordo com informações divulgadas, o inquérito foi instaurado sem provocação da PGR ou da PF, hipótese prevista no regimento interno do Supremo. A existência da apuração foi relatada inicialmente por um veículo de imprensa e confirmada por agência oficial de notícias.

Em outra frente, foram registrados posicionamentos institucionais sobre o caso. O Coaf informou que não faria comentários. Já a Receita Federal divulgou comunicado indicando que recebe demandas judiciais, mas não se manifesta sobre elas por envolverem sigilo tributário e, em muitos casos, também sigilo judicial, ressaltando que atua com foco em legalidade e proteção de dados.

Repercussões para cidadãos, política e servidores

Para o cidadão, o episódio reforça o debate sobre proteção de dados e sobre os limites de acesso a informações fiscais e financeiras por agentes públicos. Caso irregularidades sejam confirmadas, podem ser adotadas medidas de responsabilização administrativa e criminal contra os envolvidos.

No campo político e institucional, a apuração tem potencial para ampliar tensões entre órgãos de controle e o Judiciário, além de impactar a percepção de credibilidade de investigações sensíveis em curso no país.

Para servidores e sistemas de controle, o inquérito se concentra em rastrear “quem acessou o quê” e “quando”, o que pode resultar em auditorias internas, revisão de protocolos e reforço das trilhas de auditoria em bases de dados.

Próximos passos da investigação no STF

A expectativa é que o STF aguarde o envio e consolide as respostas formais da Receita Federal e do Coaf sobre registros de acesso e eventuais solicitações ou consultas relacionadas a ministros e familiares.

Diante de eventuais indícios de autoria e materialidade, a investigação pode avançar para diligências técnicas, como perícias e cruzamento de logs de sistemas, além de possíveis medidas cautelares, conforme o que for apurado. Até o momento, porém, não há confirmação pública de uma ordem já executada de quebra de sigilo bancário vinculada especificamente a este inquérito sobre vazamento de dados.

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