PF apura servidores suspeitos de vazar dados de ministros do STF e familiares

Investigação ganhou fôlego com inquérito no Supremo; Receita Federal rastreia acessos internos e analisa logs para apurar possível quebra irregular de sigilo fiscal e financeiro de cerca de 100 pessoas, a pedido de Alexandre de Moraes

17/02/2026 às 08:35 por Redação Plox

A Polícia Federal (PF) e órgãos de controle intensificaram, nas últimas semanas, as investigações sobre suspeitas de vazamento e uso indevido de informações sensíveis envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A apuração ganhou fôlego após a abertura de inquérito no STF e, mais recentemente, com a confirmação de que a Receita Federal passou a rastrear acessos internos para verificar possível quebra de sigilo de cerca de 100 pessoas ligadas à Corte.

Alexandre de Moraes em julgamento do núcleo 3 da trama golpista

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Foto: Gustavo Moreno/STF


Rastreamento de acessos na Receita Federal

De acordo com reportagem publicada em 15 de fevereiro de 2026, a Receita Federal iniciou um rastreamento em seus sistemas para verificar se houve quebra de sigilo de dados de aproximadamente 100 pessoas, incluindo ministros do STF e familiares, a pedido do ministro Alexandre de Moraes.

A checagem envolve o cruzamento de informações em dezenas de sistemas e uma análise detalhada de registros de acesso (logs), numa investigação de caráter técnico voltada a identificar quem consultou dados protegidos e em quais circunstâncias.

Em paralelo, o tema vazamento de informações e atuação de servidores aparece de forma recorrente em investigações recentes sobre o uso de dados sigilosos por agentes públicos, em um cenário de tensão institucional e disputa em torno da circulação de relatórios e informações sensíveis.

A informação de uma “operação da PF contra servidores por vazamento de dados de ministros do STF”, citada no comando, ainda não conta, neste momento, com confirmação documental em fontes abertas e permanece em apuração.

Inquérito e atuação de órgãos de controle

Segundo relatos atribuídos a veículos que mencionam Estadão Conteúdo, o inquérito foi aberto para apurar se houve quebra irregular de sigilo fiscal e financeiro envolvendo ministros do STF e familiares, com notificações a órgãos como Receita Federal e Coaf.

Em situações de vazamento de informações sigilosas, é praxe que a PF divulgue notas oficiais quando deflagra operações, com dados como número de mandados, crimes investigados e cidades-alvo. Como referência, cita-se o exemplo de comunicado oficial em outro caso, em que a PF detalhou uma operação em São Paulo contra corrupção e vazamento de informações sigilosas, incluindo prisões, buscas e medidas judiciais. Esse padrão ilustra o tipo de transparência esperado caso uma operação específica sobre o vazamento de dados de ministros do STF venha a ser oficialmente confirmada.

Repercussões para cidadãos e instituições

Para o cidadão, o caso reforça o debate sobre proteção de dados e responsabilização por acessos indevidos em bases públicas. Se ficar comprovada a participação de servidores em consultas irregulares a dados de ministros do STF, podem ser aplicadas punições administrativas e criminais, além de eventuais mudanças em protocolos de acesso e auditoria.

Para o Judiciário e órgãos de controle, a investigação tende a ampliar a pressão por maior rastreabilidade de acessos, segmentação de perfis de usuário e revisão de permissões em bases fiscais e financeiras sensíveis, com potencial de gerar atritos institucionais caso surjam indícios de vazamentos internos.

Na esfera política, o tema pode alimentar disputas entre Poderes e narrativas sobre “vazamentos seletivos”, sobretudo em um ambiente de elevada sensibilidade que envolve STF, PF e a circulação de relatórios e dados sigilosos.

Próximos passos da apuração

A Receita Federal deve concluir a varredura técnica dos acessos e indicar, se houver irregularidades, quais credenciais consultaram dados protegidos e em que contexto, conforme o andamento descrito na reportagem.

Já em relação a uma eventual operação da PF contra servidores suspeitos de vazamento de dados de ministros do STF, a checagem jornalística ainda exige: localização de nota oficial da PF com data e nome da operação; análise de decisões judiciais que autorizem mandados; e cruzamento com reportagens de veículos nacionais que detalhem quantidade de mandados, estados, alvos e crimes investigados. Até que esses elementos estejam disponíveis, essa frente permanece como informação em apuração, com confirmação pendente em documentos e registros públicos.

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