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Moradores de vários bairros de Santo André, na Grande São Paulo, se assustaram na madrugada desta terça-feira (17) com um forte estrondo e um clarão na região do Polo Petroquímico de Capuava, seguido de apagão em diferentes áreas do município e em cidades vizinhas. Segundo relatos, o barulho foi ouvido a muitos quilômetros de distância e chegou a ser percebido até na região central de Santo André, reacendendo a preocupação com a proximidade de áreas residenciais do complexo industrial.
Um incêndio seguido de explosão no Polo Petroquímico de Capuava, em Santo André, assustou moradores na madrugada desta terça-feira (17/3)
Foto: Reprodução
O estrondo ocorreu por volta das 3h da manhã e foi antecedido por chamas intensas no flare (tocha) do Polo de Capuava. Moradores que vivem no entorno da área industrial afirmam que o barulho foi ouvido a cerca de 10 quilômetros de distância, o que inclui bairros mais afastados e o Centro de Santo André.
Na mesma faixa de horário, houve uma queda de energia em diversos pontos da cidade e da região. A interrupção afetou bairros de Santo André e se estendeu a municípios do Grande ABC e a áreas da Zona Leste da capital paulista, conforme relatos e informações repassadas por empresas do setor elétrico.
Segundo a Enel, o problema ocorreu por volta das 3h11 e a falta de energia durou aproximadamente 15 minutos, atingindo clientes em Santo André, São Bernardo do Campo, Ribeirão Pires, Mauá e na Zona Leste de São Paulo. A explicação preliminar é de que o apagão está ligado a um problema na Subestação Leste, sob responsabilidade da empresa de transmissão ISA Brasil Energia.
A Braskem, responsável pela operação do Polo Petroquímico de Capuava, informou que, por volta das 3h20, houve queda no fornecimento de energia externa em toda a região do complexo. Diante disso, a empresa afirmou ter sido necessário o acionamento do flare em uma de suas unidades.
No comunicado, a companhia descreveu o equipamento como um dispositivo padrão de segurança utilizado pela indústria química e petroquímica em situações específicas, seguindo normas internacionais de segurança, saúde e proteção ambiental, e reiterou que a prioridade é a segurança de seus integrantes, parceiros e da comunidade do entorno.
Moradores que vivem próximo ao Polo de Capuava relatam que há décadas não presenciavam um episódio com chamas tão visíveis e um estrondo de tamanha intensidade. O clarão associado ao flare, somado à queda de energia, reforçou o sentimento de insegurança em áreas residenciais já acostumadas a conviver com a rotina industrial.
A combinação entre o estrondo, o clarão e o apagão fez com que muitos acordassem assustados, sem informações imediatas sobre a origem do problema ou sobre eventuais riscos. Em regiões mais distantes, como o Centro de Santo André, o episódio também gerou apreensão, pela dimensão do som e pela percepção de vulnerabilidade frente a incidentes envolvendo grandes instalações industriais.
A interrupção no fornecimento de energia, ainda que por um período relativamente curto, teve impacto direto na rotina de moradores de Santo André e de outros municípios atingidos. Apagões desse tipo podem afetar elevadores, semáforos, equipamentos médicos domiciliares, sistemas de segurança eletrônica e meios de comunicação, além de aumentar a sensação de risco em plena madrugada.
O episódio ocorre em uma região onde a infraestrutura elétrica envolve diferentes agentes: a Enel na distribuição, a ISA Brasil Energia na transmissão e grandes consumidores industriais, como o Polo Petroquímico de Capuava. Nesses cenários, falhas em subestações ou manobras na rede de alta tensão podem provocar desligamentos em cadeia, com reflexos amplos para a população.
As circunstâncias exatas do estrondo ainda estão em apuração, incluindo se houve algum tipo de explosão industrial ou se o ruído está exclusivamente ligado a procedimentos de segurança, como o acionamento do flare e desligamentos elétricos controlados.
A apuração busca detalhar: a causa do barulho ouvido em vários bairros; se houve qualquer ocorrência industrial além do uso do flare como mecanismo de segurança; e a explicação técnica completa para o desligamento elétrico, incluindo o número de clientes afetados e a extensão do impacto por município.
Também estão sendo checadas informações com órgãos públicos, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Prefeitura de Santo André, para verificar eventuais chamados, atendimentos na região do Polo de Capuava e registros formais do ocorrido durante a madrugada.
À medida que novas informações oficiais forem divulgadas por Braskem, Enel e ISA Brasil Energia, os dados sobre origem do estrondo, operação do flare e causa do apagão devem ser atualizados, incluindo a duração do corte de energia em cada área afetada e a confirmação sobre a existência (ou não) de incidentes industriais associados ao evento.