STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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Uma médica francesa identificada como Chantal Etiennette, de 73 anos, foi morta a facadas pelo namorado no bairro de Manaíra, em João Pessoa (PB). Após o assassinato, a vítima foi decapitada e teve o corpo carbonizado. O caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil da Paraíba.
O suspeito do crime é Altamiro Rocha dos Santos, companheiro de Chantal. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde o casal morava mostram o momento em que ele aparece transportando o corpo da médica dentro de uma mala pelas áreas comuns do edifício.
Um dia após entregar o corpo da médica a um homem em situação de rua para queimar o cadáver, o namorado também foi encontrado morto
Foto: Reprodução / PCPB
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, que conduz o inquérito como feminicídio, após deixar o prédio com a mala, Altamiro teria feito um acordo com um homem em situação de rua para que ele ateasse fogo ao corpo em troca de drogas. Esse homem ainda não foi localizado pelos investigadores.
O corpo da médica, já decapitado e carbonizado, foi encontrado após a ação. As imagens de segurança que registraram o deslocamento da mala pelo prédio e a movimentação nas imediações ajudam a compor a linha do tempo do crime.
Um dia após entregar o corpo da médica a um homem em situação de rua para queimar o cadáver, o namorado também foi encontrado morto
Foto: Reprodução / PCPB
Um dia depois de o corpo de Chantal ter sido carbonizado, o principal suspeito, Altamiro Rocha, foi encontrado morto. O corpo dele foi localizado em uma quinta-feira, 12 de março, com uma lesão profunda no pescoço, característica de esgorjamento.
Altamiro estava com as mãos e os pés amarrados e não havia outros sinais aparentes de violência, segundo a apuração. As circunstâncias da morte dele também são investigadas pela Polícia Civil.
Homem que ateou fogo no corpo da médica
Foto: Reprodução / PCPB
De acordo com a Polícia Civil, as últimas imagens de Chantal com vida são de um sábado, 7 de março. Em seguida, a investigação se apoia em gravações de diferentes dias para reconstruir a sequência dos fatos.
Imagens de dois circuitos de segurança registradas na terça-feira, 14 de março, mostram o momento em que Altamiro desce pelo prédio com a mala que, segundo a polícia, continha o corpo da médica. O delegado Thiago Cavalcanti afirma que os elementos já reunidos na investigação indicam que a vítima já estava morta na manhã daquela terça-feira.
Em outro registro de câmera, é possível ver, ao fundo, o homem suspeito de atear fogo ao corpo deixando o local. Essas imagens são datadas de quarta-feira, 11 de março. No dia seguinte, quinta-feira, 12 de março, o corpo de Altamiro foi localizado.
O corpo de Chantal Etiennette foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC). O médico legista Flávio Fabres, do IPC, informou que a causa da morte da médica foram golpes de faca na região do tórax, informação que orienta a caracterização do crime como feminicídio e reforça a hipótese de extrema violência empregada contra a vítima.