STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um homem de 49 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), suspeito de assediar uma faxineira de 27 anos no condomínio onde mora, no bairro Nova Suíça, região Oeste de Belo Horizonte. Segundo o relato feito à polícia, o suspeito é marido da síndica do prédio, e a vítima foi atendida na Casa da Mulher Mineira, unidade especializada no acolhimento e atendimento a mulheres em situação de violência.
Marido de síndica em condomínio de BH é preso após tentar beijar faxineira à força
Foto: (Divulgação/PCMG)
De acordo com informações repassadas pela PCMG, a trabalhadora contou que presta serviços de limpeza no condomínio e pediu ajuda após ficar trancada em um cômodo utilizado para armazenamento de materiais. No local, o morador suspeito teria feito comentários de cunho sexual, tentado beijá-la à força e tocado nos seios dela.
Após o episódio, a faxineira acionou um superior hierárquico da empresa de limpeza contratada pelo condomínio. Esse responsável a acompanhou até a polícia para formalizar a denúncia. O homem acabou preso em flagrante logo depois da comunicação do caso às autoridades.
A vítima procurou a polícia e prestou depoimento na Casa da Mulher Mineira, onde foi ouvida em ambiente especializado para acolhimento de mulheres em situação de violência. A unidade integra a rede de atendimento da PCMG e é voltada à escuta qualificada e ao registro de ocorrências de crimes contra mulheres.
A instituição ressalta, de forma recorrente, a importância de que vítimas de crimes sexuais busquem delegacias e unidades especializadas, estruturadas para oferecer acolhimento, orientação adequada e encaminhamentos necessários, com foco na redução da revitimização durante todo o procedimento.
O caso acende um sinal de alerta para trabalhadoras terceirizadas e condomínios quanto à segurança em áreas internas, como depósitos e salas de materiais. A situação reforça a necessidade de protocolos de proteção, rotinas de acompanhamento durante a prestação de serviços e canais claros para denúncias.
Para vítimas e testemunhas de crimes sexuais, a orientação é buscar atendimento especializado e registrar a ocorrência o quanto antes, preservando possíveis provas, como mensagens, imagens, identificação de testemunhas e registros de câmeras, quando existirem.
Entre moradores e administrações condominiais, situações que envolvem suspeitas de violência ou assédio exigem resposta imediata, com comunicação às autoridades competentes e preservação de registros internos, como controles de acesso e imagens de segurança, sempre que disponíveis, para apoiar investigações policiais.