Moraes vota por condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

Relator no STF propõe pena de um ano de detenção em regime aberto, além de multa, por postagens sem provas sobre supostos interesses privados da deputada

17/04/2026 às 12:43 por Redação Plox

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (17) pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Segundo o relator, as publicações atribuíram a atuação da parlamentar a interesses privados sem apresentação de provas.

Moraes propôs pena de um ano de detenção em regime aberto, além de 39 dias-multa e pagamento de custas. O julgamento ocorre no plenário virtual e segue aberto até a próxima sexta-feira (24).

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro • Câmara dos Deputados

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro • Câmara dos Deputados


Postagens em rede social motivaram a ação

O caso envolve publicações feitas por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais durante a discussão do projeto que criou o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, defendido por Tabata Amaral.

Na época, ele afirmou que a deputada atuava para beneficiar interesses privados, citando o empresário Jorge Paulo Lemann e a fabricante de produtos de higiene P&G. A parlamentar sustenta que as declarações são falsas e que atingiram sua reputação.

Relator aponta prejuízo à imagem e ausência de negativa

No voto, Moraes afirma que as postagens associaram a atuação de Tabata a vantagens indevidas, o que, segundo ele, prejudica sua imagem pública. O ministro também destacou que Eduardo Bolsonaro não negou ter feito as publicações.

Processo começou em 2021 e teve manifestação da PGR

A ação foi apresentada em 2021 e, desde 2023, conta com parecer favorável à condenação pela Procuradoria-Geral da República.

STF já discutiu imunidade parlamentar no caso

O caso começou a ser analisado pelo STF em 2023. Na ocasião, o ministro Nunes Marques votou contra a abertura da ação, por entender que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar. Moraes discordou, ao afirmar que houve excesso por atingir a honra de outra parlamentar, e foi acompanhado pela maioria.

Votos ainda serão computados no plenário virtual

Agora, os demais ministros ainda precisam votar. Se acompanharem o relator, Eduardo Bolsonaro será condenado por difamação.

O ex-deputado foi procurado para comentar o processo, mas não se manifestou.

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