Polícia e MPRJ miram 11 suspeitos em operação contra pirâmide que causou prejuízo de R$ 7,5 milhões
Operação busca cumprir 11 mandados de prisão contra investigados por esquema que teria causado prejuízo de cerca de R$ 7,5 milhões desde 2020
17/04/2026 às 07:41por Redação Plox
17/04/2026 às 07:41
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta sexta-feira (17) uma operação para cumprir 11 mandados de prisão contra integrantes de uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira no Rio de Janeiro.
Até a última atualização desta reportagem, um alvo havia sido preso: Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves, apontado como integrante do “núcleo comercial” do esquema, responsável pela captação e manutenção das vítimas. Já Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, citado como parceiro no golpe, estava encarcerado. Os 11 procurados foram denunciados pelo MPRJ.
Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves foi preso pela Delegacia de Defraudações
Foto: Reprodução/TV Globo
Esquema teria atuado desde 2020 e causado prejuízo milionário
Segundo a Delegacia de Defraudações, o esquema funcionava desde 2020 e causou prejuízo de aproximadamente R$ 7,5 milhões. Ainda de acordo com a apuração, há pelo menos 165 ações judiciais e registros de ocorrências contra os investigados.
As investigações indicam que o grupo criou um conglomerado de 19 empresas de fachada, todas registradas no mesmo endereço, na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, para dar aparência de legalidade ao negócio.
Promessas de retorno e bloqueio de saques
Os investigados prometiam retorno de cerca de 3% ao mês aos investidores. Nos primeiros meses, os pagamentos eram feitos para gerar confiança, enquanto as vítimas eram incentivadas a reinvestir valores e indicar novos participantes. Depois, porém, os saques eram bloqueados.
Os rendimentos, segundo a polícia, eram pagos com o dinheiro de novos investidores — prática conhecida como esquema Ponzi.
A polícia afirma que, quando uma das empresas começava a apresentar problemas ou acumular reclamações, os investigados abriam uma nova pessoa jurídica e migravam os clientes, mantendo o funcionamento do esquema.
Polícia Civil cumpre mandado em operação contra esquema de pirâmide
Foto: Divulgação/PCERJ
Casos de vítimas incluem aportes altos e endividamento
A investigação identificou situações em que vítimas fizeram aportes elevados ao longo do tempo. Em um dos casos, uma pessoa investiu cerca de R$ 1,5 milhão em contratos sucessivos.
Segundo a polícia, outra vítima foi convencida a contrair um empréstimo para investir no esquema e acabou ficando com a dívida após não conseguir resgatar o valor aplicado.