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Ídolo do basquete brasileiro passou mal, foi internado às pressas e teve a morte confirmada nesta sexta-feira (17/4); causa não foi divulgada
A apresentadora Xuxa Meneghel voltou a comentar uma das polêmicas mais persistentes que atravessam sua trajetória pública: a associação de seu trabalho a supostos pactos demoníacos.
Ao longo da carreira, ela também esteve no centro de outras controvérsias, como acusações de apologia à pedofilia por sua atuação em um filme e críticas sobre a imposição de padrões de beleza rígidos às Paquitas.
Nesta semana, o teólogo progressista Alan Gentil publicou um vídeo em defesa da artista.
Ele afirmou que não há qualquer pacto ou associação religiosa no conteúdo de Xuxa e explicou como se consolidou a tese de que a música Ilariê traria mensagens satânicas quando reproduzida ao contrário.
Xuxa Meneghel
Foto: Frame de vídeo / YouTube / Chango TV
Xuxa se manifestou por meio de um comentário na publicação feita pelo teólogo:
— Puxa, você fez um carinho na minha alma; meu coração agradece e se sente abraçado. Por muitos anos me perguntei por que deram tanta força ao diabo e não a Deus. Minhas mensagens sempre foram de alegria e amor… OBRIGADA. Que Deus te dê em dobro
disse a artista.
Alan Gentil classificou a interpretação antiga como uma “aberração” e afirmou que a suposta identificação de mensagens demoníacas teria sido construída a partir da técnica conhecida como pareidolia auditiva.
Segundo ele, trata-se de um fenômeno psicológico em que o cérebro tenta transformar sons aleatórios em padrões familiares, como palavras já conhecidas.
Brasileiro radicado na Itália, Alan é graduado em Teologia, tem mestrado em Religião, Direitos Humanos e Sociedade e doutorado em Teologias Contextuais.
Ele atuou por quatro anos como pastor adventista e deixou a função para defender uma abordagem mais aberta, ecumênica e baseada no diálogo entre religiões.
Apesar de utilizar a Bíblia como principal base de seus conteúdos, o teólogo também tem publicações em que defende religiões de matriz africana e propõe questionamentos sobre interpretações tradicionais das Escrituras, com leituras mais amplas alinhadas a pautas como feminismo, racismo e questões de gênero.