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Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso na sexta-feira (15), em Formiga, no Centro-Oeste do estado, após ser denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por repassar informações sigilosas de operações contra o tráfico de drogas a criminosos.
Segundo o MPMG, os vazamentos eram recompensados com cerca de 25 gramas de crack e comprometeram ações de combate ao narcotráfico na região.
Imagem de arquivo da Operação Leão de Nemeia
Foto: Polícia Civil
As investigações foram conduzidas dentro da Operação Tropa de Elite. De acordo com o Ministério Público, o militar vazou informações das operações Snowblind e Leão de Nemeia, realizadas com atuação do MPMG e das polícias Civil e Militar.
O órgão afirma que os repasses impediram a apreensão de mais drogas e prejudicaram o cumprimento de mandados de prisão.
A Operação Snowblind foi deflagrada em julho de 2022. Na época, segundo o MPMG, a fase ostensiva da ação teria sido descoberta antes da chegada das equipes, o que permitiu a fuga de alvos principais e reduziu o resultado das apreensões.
A partir desse episódio, o Ministério Público informou que iniciou apuração conjunta com as forças de segurança para identificar a origem do vazamento.
Conforme o MPMG, as investigações apontaram que o policial recebeu uma pedra de crack de 25 gramas, avaliada em R$ 1,3 mil, em troca das informações repassadas a traficantes.
O órgão também informou que o militar já havia fornecido dados sigilosos de outra operação e que adquiriu drogas para uso pessoal de investigados ligados à apuração chamada Alma à Venda.
Além da prisão, o Ministério Público informou que o militar recebeu condenação de seis anos e dez meses pelos crimes de associação para o tráfico e descumprimento de missão.
O órgão também afirma que ele foi denunciado e condenado por dois crimes de corrupção relacionados aos vazamentos das operações Snowblind e Leão de Nemeia.
O caso de descumprimento de missão, segundo o MPMG, ocorreu durante uma operação da Polícia Militar. O policial teria sido designado para vigiar uma residência enquanto outros militares faziam buscas no imóvel, mas descumpriu a determinação e permitiu a entrada de uma mulher no local.
O nome do militar não foi divulgado nas informações consultadas.