Anvisa deve decidir na próxima semana sobre canetas nacionais com semaglutida, após fim da patente do Ozempic

Pedidos de registro foram apresentados por EMS e Ávita Care; com a expiração da patente em 20 de março, outras empresas poderão produzir e vender o medicamento no Brasil, mediante aprovação da agência

18/02/2026 às 10:39 por Redação Plox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que deve divulgar na próxima semana a decisão sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do medicamento Ozempic. As solicitações em análise foram apresentadas pelas farmacêuticas EMS e Ávita Care.

A semaglutida, desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, terá sua patente expirada no Brasil em 20 de março. A companhia chegou a recorrer à Justiça em busca de extensão do prazo de exclusividade, mas o pedido foi negado.


Ozempic: caneta emagrecedora usada no tratamento contra diabetes e obesidade

Ozempic: caneta emagrecedora usada no tratamento contra diabetes e obesidade

Foto: Divulgação


Com o fim da proteção patentária, outras empresas ficam autorizadas a produzir e comercializar medicamentos à base de semaglutida no país, desde que obtenham aprovação da agência reguladora. Esse movimento abre espaço para a entrada de versões nacionais das canetas injetáveis usadas no tratamento de diabetes e obesidade.

No ano passado, o Ministério da Saúde solicitou à Anvisa que desse prioridade à análise de canetas produzidas no Brasil, e os primeiros resultados dessa fila de avaliação começam a aparecer nas próximas semanas.

Apesar da expectativa em torno da liberação, não há garantia de aprovação imediata. A agência pode pedir dados e esclarecimentos adicionais às empresas antes de conceder o registro definitivo.

Concorrência deve pressionar preços, mas sem efeito imediato

Especialistas apontam que a chegada de versões nacionais ao mercado tende a ampliar a concorrência e, com isso, reduzir os preços ao consumidor. Essa queda, porém, não deve ocorrer de forma rápida, já que depende do andamento regulatório, da escala de produção e da estratégia comercial das empresas.

No caso da EMS, a farmacêutica afirma já contar com estrutura industrial preparada para fabricar medicamentos dessa classe. Ainda assim, não há definição sobre o cronograma de lançamento, nem detalhes sobre formulações, apresentação das canetas ou política de preços. Segundo a empresa, qualquer avanço está condicionado às etapas conduzidas pela Anvisa.

A EMS é, até agora, o único laboratório nacional que já colocou no mercado canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, baseadas em liraglutida, outro tipo de medicamento utilizado no manejo da obesidade.

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