Flávio Dino relata ameaça após nome ser identificado em cartão de embarque em SP

Ministro do STF diz que funcionária de companhia aérea teria feito comentário a agente da polícia judicial; não há informação pública sobre registro formal do caso

19/05/2026 às 07:48 por Redação Plox

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou ter sido alvo de ameaça feita por uma funcionária de companhia aérea após a identificação de seu nome em um cartão de embarque. O caso teria ocorrido na manhã desta segunda-feira (18), em um aeroporto de São Paulo, segundo a Agência Brasil.

Flávio Dino

Flávio Dino

Foto: Ton Molina/STF


De acordo com o relato do ministro nas redes sociais

De acordo com o relato do ministro nas redes sociais, a funcionária teria dito a um agente da polícia judicial que tinha vontade de xingá-lo e, em seguida, afirmado que seria “melhor matar do que xingar”.

Dino não informou o nome da empresa aérea nem identificou a funcionária envolvida.

Na publicação

Na publicação, o ministro associou o episódio à sua atuação no STF e afirmou que não pretende expor pessoas, mas chamar atenção para o risco de episódios de hostilidade em serviços prestados ao público.

Ele defendeu que empresas façam campanhas internas de educação cívica, especialmente em ano eleitoral, para estimular respeito e convivência pacífica.

Dino também demonstrou preocupação com a possibilidade de atitudes semelhantes se espalharem em outros ambientes de atendimento ao consumidor. Para o ministro, divergências políticas e opiniões individuais não podem transformar a relação entre cliente e prestador de serviço em situação de insegurança ou ameaça.

Após a repercussão do relato

Após a repercussão do relato, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota de solidariedade a Dino. No comunicado, Fachin afirmou que divergências de ideias fazem parte da democracia, mas não podem abrir espaço para ódio, violência ou agressão pessoal.

A assessoria de Dino foi procurada pela Agência Brasil

A assessoria de Dino foi procurada pela Agência Brasil, mas não forneceu novos detalhes sobre a ocorrência. Até o momento, não há informação pública sobre eventual registro formal do caso ou providências tomadas em relação à funcionária ou à companhia aérea.

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