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Lista foi anunciada no Museu do Amanhã, no Rio, e mistura experientes com novidades como Rayan, Igor Thiago e Endrick.
A Organização Mundial da Saúde elevou o tom de alerta para o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda. Nesta terça-feira (19), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse estar
profundamente preocupadodisse estar “profundamente preocupado”com a escala e a velocidade da epidemia causada pelo vírus Bundibugyo e convocou o Comitê de Emergência da OMS para avaliar recomendações internacionais.
Imagem ilustrativa
Foto: Funcionários limpam equipamento de proteção contra ebola em Beni, na República Democrática do Congo, em 31 de maio de 2019 • Cruz Vermelha
O avanço mais recente aponta para mais de 500 casos suspeitos e 131 mortes associadas ao surto no leste congolês. Um boletim das autoridades de saúde da República Democrática do Congo citado pela Reuters registra 516 casos suspeitos e 33 confirmados no país, além de dois casos confirmados em Uganda.
A OMS já havia declarado, no domingo (17), emergência de saúde pública de importância internacional. A decisão foi tomada antes da reunião formal do Comitê de Emergência, algo que a própria entidade tratou como excepcional. No primeiro balanço usado pela OMS, havia oito casos confirmados em laboratório, 246 suspeitos e 80 mortes suspeitas na província de Ituri, além de dois casos confirmados em Kampala, capital de Uganda, em pessoas que haviam viajado a partir da República Democrática do Congo.
O cenário preocupa autoridades sanitárias porque há registros em áreas urbanas e regiões afetadas por conflitos, além de relatos de mortes entre profissionais de saúde, o que pode indicar transmissão em ambientes de atendimento. A OMS também cita alta mobilidade populacional, crise humanitária e incertezas sobre as cadeias de transmissão como fatores que ampliam o risco de disseminação regional.
A cepa Bundibugyo não conta, até o momento, com vacina ou tratamento específico aprovados. A OMS informa que vacinas e terapias existem para a doença causada pelo vírus Ebola mais comum, mas ainda estão em desenvolvimento para outras formas, como a causada pelo vírus Bundibugyo. A doença é grave, frequentemente fatal, e se transmite por contato direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, ou com superfícies contaminadas.
As ações de resposta incluem vigilância, rastreamento de contatos, testagem laboratorial, prevenção de infecção em unidades de saúde e mobilização comunitária. A OMS informou ainda a liberação de US$ 3,9 milhões em recursos emergenciais para apoiar as autoridades nacionais, enquanto especialistas avaliam quais vacinas candidatas ou tratamentos poderiam ser usados no surto atual.