Avião de pequeno porte cai sobre restaurante em Capão da Canoa e deixa três mortos
Aeronave atingiu também residências vizinhas; câmeras registraram a queda e uma explosão na manhã desta sexta-feira (3)
O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, assumiu a autoria do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, durante interrogatório realizado no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Belo Horizonte. A confissão aconteceu nesta segunda-feira (18), após câmeras de segurança registrarem Renê chegando em casa com a arma usada no crime. Poucas horas depois, os advogados dele abandonaram a defesa.
Foto: Reprodução No primeiro depoimento, dado ainda no dia da prisão, em 11 de agosto, Renê havia negado envolvimento. Ele disse que saiu de casa cedo, seguiu para Betim, trabalhou normalmente, almoçou, voltou à empresa e, depois do expediente, passeou com os cães antes de ir à academia. As imagens de monitoramento, no entanto, contrariaram sua versão e foram decisivas para a mudança do depoimento.
O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (11), por volta das 9h, no bairro Vista Alegre, região Oeste da capital mineira. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando o motorista de um carro BYD cinza — apontado como Renê — sacou uma arma, ameaçou a condutora e disparou contra o gari. Laudemir foi atingido no tórax, levado ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas morreu pouco depois. Testemunhas relataram que o suspeito saiu com semblante frio após o disparo. Ainda no mesmo dia, a polícia localizou o empresário em uma academia no bairro Estoril, onde ele foi preso sem resistência.
"O Lau não voltou. Me devolveram o Lau no caixão. Não pode ficar assim, tem que haver uma mudança, tem que haver justiça.\
Segundo a investigação, Renê não tinha porte de arma e foi autuado por homicídio duplamente qualificado e ameaça. O delegado Evandro Radaelli explicou que imagens, depoimentos de testemunhas e identificação do veículo foram fundamentais para confirmar a autoria. A arma usada — uma pistola calibre .380 — foi entregue à Corregedoria, já que pertence à esposa de Renê, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino. Ela ainda não se manifestou sobre o caso. A Corregedoria apura se houve falha na guarda do armamento.
Durante a apuração, testemunhas afirmaram que Laudemir tentou acalmar a situação antes de ser baleado. O sócio da Localix, empresa onde o gari trabalhava, declarou que a categoria exige justiça e não aceitará impunidade. A mãe de Laudemir passou mal no velório e precisou ser levada ao hospital.
Renê Nogueira possui histórico de atuação em grandes empresas como Ambev, Coca-Cola, Vigor e Red Bull, além de ter assumido recentemente a diretoria de negócios da Fictor Alimentos. Formado em instituições renomadas, como USP, FGV e até Harvard, ele também é casado com a delegada Ana Paula Balbino. Em seu perfil profissional, destacava-se como líder inovador. A Fictor repudiou sua conduta e se solidarizou com a família do gari.
Renê está preso no Ceresp Gameleira e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (13). O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.