Bruno Fernandes processa Meta após perfil ficar “indisponível” para usuários no Brasil

Goleiro condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio diz que conta com 352 mil seguidores sumiu das buscas desde 5 de março; ação pede indenização de R$ 30 mil

20/04/2026 às 20:59 por Redação Plox

O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, entrou com uma ação contra a Meta, controladora do Facebook e do Instagram, após o perfil dele passar a aparecer como “indisponível” para usuários no Brasil.


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De acordo com o processo, a conta foi criada em 2019, tem cerca de 352 mil seguidores e seria voltada a conteúdo esportivo, principalmente futebol. Bruno afirma que, desde 5 de março, o perfil deixou de aparecer nas buscas e, quando ele tenta acessar, surge uma mensagem de indisponibilidade — sem aviso, advertência ou justificativa.

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A data, segundo o texto, coincide com o dia em que a Justiça do Rio de Janeiro revogou a liberdade condicional do goleiro. Ainda conforme a ação, mesmo com a conta formalmente ativa, na prática ela teria ficado invisível para o público brasileiro.

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Liminar foi negada e ação pede indenização

Bruno solicitou uma liminar para restabelecer imediatamente o funcionamento da página, mas o juiz negou o pedido, por entender que não havia perigo de dano.

No pedido principal, ele quer que o problema seja resolvido e pede indenização de 30 mil reais por danos morais.

Audiência de conciliação em maio será presencial

A Justiça marcou uma audiência de conciliação para maio. Bruno pediu para participar de forma virtual, mas o juiz negou, lembrando que a regra é a audiência presencial e que ele não apresentou motivos que o impedissem de ir ao tribunal.

O processo destaca um ponto decisivo: caso compareça, ele pode ser preso, porque existe um mandado em aberto.

Mandado de prisão e paradeiro incerto

Segundo a cronologia apresentada no texto, Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato da ex-namorada, Eliza Samúdio. Em 2019, obteve progressão para o regime semiaberto e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

No dia 5 de março, a liberdade condicional foi revogada e o mandado de prisão foi expedido. A decisão aponta que Bruno saiu do estado do Rio de Janeiro sem autorização.

O texto também afirma que ele viajou ao Acre em fevereiro para disputar uma partida da Copa do Brasil. Agora, o paradeiro do jogador é incerto, e ele é considerado foragido por não cumprir o mandado.

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