Gilmar Mendes pede inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news no STF
Ministro cita vídeo publicado pelo governador nas redes, com simulação de falas e insinuações envolvendo integrantes da Corte; caso está na PGR
BRASÍLIA – O ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão do ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) no inquérito das fake news que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A solicitação foi encaminhada ao relator do caso, Alexandre de Moraes.
O pedido tem como base a divulgação, por Zema, de um vídeo publicado nas redes sociais com uso de fantoches e simulação de vozes atribuídas a ministros da Corte.
Simulação com fantoches e falas atribuídas a ministros foi enviada a Moraes e aguarda análise da PGR.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
No conteúdo, personagens que representam magistrados fazem insinuações sobre decisões judiciais e trocas de favores. O material mencionado inclui um personagem que imita o próprio Gilmar Mendes interagindo com outro que representa o ministro Dias Toffoli, em uma conversa fictícia sobre decisões judiciais e benefícios pessoais.
Na notícia-crime, Gilmar Mendes afirma que o conteúdo
vilipendia a honra e a imagem do Supremo e de seus integrantes.Segundo o ministro, o vídeo recorre a edição profissional e a recursos que simulam vozes reais para criar diálogos inexistentes, com potencial de atingir a credibilidade da instituição.
O caso foi encaminhado por Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República (PGR), que ainda não se manifestou. O inquérito das fake news, aberto em 2019, apura a disseminação de informações falsas e ataques a integrantes do Supremo.
Na avaliação de Gilmar Mendes, o alcance do vídeo amplia o impacto do caso. Segundo ele, a publicação foi feita em perfis com milhões de seguidores e replicada em diferentes plataformas e veículos.
Zema, pré-candidato à Presidência, tem feito críticas públicas a ministros do STF. Em declarações recentes, afirmou que integrantes da Corte
não são intocáveis, chamou-os de
togas sujase disse que devem ser investigados.
Com o envio da notícia-crime, caberá à PGR avaliar se há elementos para a abertura de investigação formal contra o ex-governador no âmbito do inquérito que já está em andamento no Supremo.