Índia apreende mais de 260 canetas suspeitas de falsificação do Mounjaro e prende dois

Operação em Haryana encontrou material dentro de veículo perto de Nova Delhi; investigação aponta produção sem licença e venda online com desconto

20/04/2026 às 09:52 por Redação Plox

Autoridades sanitárias da Índia apreenderam mais de 260 canetas suspeitas de falsificação do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes e obesidade. A operação ocorreu no estado de Haryana, no norte do país, durante uma investigação sobre a produção e a venda irregular do produto.

As canetas foram localizadas dentro de um veículo nos arredores de Nova Delhi. Duas pessoas foram presas sob suspeita de fabricar e comercializar versões falsificadas do medicamento.


Imagem ilustrativa.

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Foto: Freepik.


Suspeita de produção sem licença e venda com desconto

Segundo autoridades locais, o principal investigado não possuía licença farmacêutica e produzia os itens em uma propriedade privada. A suspeita é de que as canetas eram vendidas pela internet com desconto de cerca de 27% em relação ao preço do medicamento original.

Matéria-prima, rótulos e material avaliado em 7 milhões de rúpias

Durante as buscas, fiscais encontraram grandes quantidades de matéria-prima usada na fabricação dos produtos, além de rótulos do Mounjaro produzidos localmente. O material apreendido foi avaliado em cerca de 7 milhões de rúpias, o equivalente a aproximadamente R$ 420 mil.

As autoridades afirmam que os peptídeos utilizados na produção teriam sido adquiridos de fornecedores que anunciam na plataforma chinesa de comércio eletrônico Alibaba. Também há indícios de que as canetas eram comercializadas em um marketplace indiano.

Diferenças na rotulagem e falhas de armazenamento

A investigação apontou problemas no armazenamento dos produtos e diferenças na rotulagem quando comparadas ao medicamento original, como variações no tamanho das fontes e em outros detalhes das embalagens.

Amostras das canetas foram enviadas para laboratórios governamentais para análise. As autoridades apuram se os produtos são de fato falsificados e investigam o alcance da rede de distribuição.

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