FMI e Banco Mundial discutem risco de disparada do petróleo para até US$ 200
Em Washington, Fazenda e Banco Central ouviram projeções de possível esgotamento da oferta já na segunda semana de maio, com reflexos em combustíveis e na inflação.
20/04/2026 às 07:44por Redação Plox
20/04/2026 às 07:44
— por Redação Plox
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O ministro Dario Durigan, da Fazenda, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participaram ao longo da última semana das reuniões de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington.
Segundo interlocutores ouvidos pelo PlatôBR que acompanharam as discussões, os dois ouviram projeções consideradas preocupantes sobre o mercado de petróleo.
O alerta de risco ouvido pelo BC e pela Fazenda no FMI se o petróleo chegar a US$ 200
A avaliação de maior gravidade discutida nos encontros é a de que a oferta de petróleo pode se esgotar na segunda semana de maio, com potencial de o preço chegar a um patamar entre US$ 150 e US$ 200.
Os alertas foram apresentados durante reuniões com economistas, ministros das Finanças de diversos países, banqueiros centrais e, sobretudo, integrantes do governo dos Estados Unidos. *
Estreito de Ormuz no centro das preocupações
Para normalizar a oferta de petróleo, executivos que participaram das reuniões afirmaram que o Estreito de Ormuz precisa ser reaberto em até cinco semanas.
Caso contrário, o cenário apontado nas conversas é de aumento significativo dos preços.
De acordo com o que foi relatado nas discussões, a principal dificuldade será garantir a segurança na região, em meio ao freio no crescimento global diante da restrição na oferta do produto.
Efeitos secundários sobre inflação e combustíveis
Além da pressão direta sobre o preço do petróleo e dos combustíveis, os participantes das reuniões também destacaram efeitos secundários sobre a inflação, com preocupação especial sobre o impacto em passagens aéreas.
Incerteza política e conflito no Oriente Médio
Segundo o que foi comentado durante as reuniões, a única certeza compartilhada é que, enquanto a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, for a linha condutora do governo, não haverá expectativa de que a guerra no Oriente Médio acabe.