Zema reage a pedido de Gilmar para incluí-lo no inquérito das fake news do STF

Ex-governador de Minas diz que vídeo com fantoches é “sátira”, nega irregularidade e afirma estar “muito tranquilo”; caso foi enviado à PGR

20/04/2026 às 17:53 por Redação Plox

BRASÍLIA – O ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, reagiu ao pedido do ministro Gilmar Mendes para incluí-lo no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF). Zema afirmou que o vídeo publicado por ele nas redes sociais sobre magistrados “é uma ‘sátira’” e negou ter cometido irregularidade.


Em uma postagem, o ex-governador disse que o conteúdo, feito com fantoches e em formato de caricatura, não configura crime. Ele também afirmou estar “muito tranquilo” em relação ao caso.

Ex-governador Zema reage a pedido de investigação no STF e diz que críticas são legítimas

Ex-governador Zema reage a pedido de investigação no STF e diz que críticas são legítimas

Foto: Foto: Gil Leonardi/Agência Minas


Dá para ver claramente que é uma sátira, são fantoches, uma caricatura, e isso existe desde que o mundo é mundo

Romeu Zema

Na resposta, Zema acrescentou que, se houve identificação de ministros com o conteúdo, “parece que a carapuça serviu”. Segundo ele, segue sendo legítimo fazer críticas ao que classificou como situações sem explicação.

Críticas e questionamentos citados por Zema

O ex-governador mencionou questionamentos sobre contratos e negociações envolvendo valores elevados e disse considerar que “absurdo é isso e não você estar criticando o que tem acontecido em Brasília”. Ele também afirmou desconhecer casos semelhantes no país e citou suspeitas que, de acordo com ele, deveriam ser apuradas.

Pedido de investigação no STF

A manifestação de Zema ocorre após Gilmar Mendes enviar notícia-crime ao relator do inquérito das fake news, Alexandre de Moraes, pedindo a inclusão do ex-governador na investigação. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve avaliar se há elementos para abertura de apuração.

O pedido se baseou em um vídeo divulgado por Zema nas redes sociais com uso de fantoches e simulação de vozes de ministros do STF. Na avaliação de Gilmar Mendes, o material atinge a honra da Corte e utiliza recursos de edição para criar diálogos inexistentes.

Inquérito das fake news e próximos passos

Aberto em 2019, o inquérito das fake news apura a disseminação de conteúdos falsos e ataques a integrantes do Supremo. A eventual inclusão de Zema dependerá da manifestação da PGR e da decisão do relator do caso, Alexandre de Moraes.

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