Suspeito de partir idosa ao meio, advogado já respondeu por decapitação da companheira

Câmeras flagraram momento em que Paulo Roberto Gomes dos Santos atinge vítima em alta velocidade, deixa o local sem prestar socorro e acaba autuado por homicídio doloso por dolo eventual; ele já foi condenado por dois assassinatos

21/01/2026 às 12:46 por Redação Plox

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, preso em flagrante nessa terça-feira (20/1) após atropelar e matar uma idosa de 72 anos na Avenida da FEB, em Várzea Grande (MT), já tinha passagens por outros crimes considerados brutais.

No fim da década de 1990, quando ainda atuava como policial civil no Rio de Janeiro (RJ), ele matou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca.

Depois do crime no Rio, Paulo fugiu do estado e passou a viver em Mato Grosso. Para não ser reconhecido, usou por um longo período um nome falso, apresentando-se como Francisco de Ângelis Vaccani Lima.

Em 2004, ele matou a própria companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após descobrir uma suposta traição.

A vítima foi atraída para uma emboscada, asfixiada e morta em um quarto de motel. Depois, teve os dedos arrancados e a cabeça separada do corpo, que foi posteriormente atirado em um rio e jamais foi encontrado.

Em 2006, Paulo Roberto foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado. No ano seguinte, recebeu pena de 19 anos de prisão pelo crime contra Rosemeire Maria.


Paulo Roberto foi preso na terça-feira (18/1) após atropelar brutalmente uma idosa em Várzea Grande (MT)

Paulo Roberto foi preso na terça-feira (18/1) após atropelar brutalmente uma idosa em Várzea Grande (MT)

Foto: Reprodução

Atropelamento em Várzea Grande

O acidente de trânsito que tirou a vida de Ilmis Dalmis Mendes da Conceição aconteceu na manhã dessa terça-feira (20), por volta das 10h, na Avenida da FEB. O impacto foi tão forte que o corpo da vítima ficou partido ao meio.

De acordo com a Polícia Civil, a idosa atravessava a avenida quando foi atropelada por um Fiat Toro conduzido pelo advogado.

Com a força da colisão, o corpo foi arremessado para o outro lado da via e, em seguida, acabou novamente atropelado por um Fiat Strada.

Após o atropelamento, o motorista do Fiat Toro deixou o local sem prestar socorro. Ele foi localizado pouco depois por policiais da Deletran em um shopping de Várzea Grande.

Em depoimento, o advogado afirmou que não atropelou a vítima e alegou que teria sido atingido por ela.

Imagens apontam excesso de velocidade

Segundo a Polícia Civil, a análise de câmeras de segurança foi decisiva para esclarecer a dinâmica do acidente. As imagens mostraram que a vítima estava a menos de 50 centímetros de alcançar o canteiro central da avenida, já no fim da travessia, quando foi atingida pelo veículo.

A investigação apontou também que o motorista tinha amplo campo de visão e espaço para manobra, não havia veículos à sua frente e ele não tentou frear nem desviar do pedestre.

As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatosdelegado Christian Alessandro Cabral

Diante das evidências reunidas, foi lavrado flagrante por homicídio doloso por dolo eventual, sob entendimento de que o condutor assumiu o risco de provocar o acidente e a morte da vítima.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a