Anvisa proíbe tirzepatida de marcas Synedica e TG e retatrutida em todo o país
Agência determina apreensão e veta fabricação, importação, venda e uso de tirzepatida sem registro e de retatrutida ainda em testes, alertando para riscos à saúde pública
21/01/2026 às 14:17por Redação Plox
21/01/2026 às 14:17
— por Redação Plox
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso da tirzepatida das marcas Synedica e TG, popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”. A decisão atinge produtos anunciados e vendidos no país sem qualquer registro no órgão regulador.
Canetas
Foto: Reprodução / Freepik
A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabelece proibição total de qualquer atividade relacionada a esses medicamentos, envolvendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas que participem da venda, divulgação ou qualquer outra forma de circulação dessas substâncias em todo o território nacional.
Venda irregular pelas redes sociais
De acordo com a Anvisa, empresas vinham usando perfis em redes sociais para promover os medicamentos à base de tirzepatida, mesmo sem autorização para comercialização no Brasil. A agência destaca que nenhum produto das marcas Synedica e TG possui registro ou aval técnico que comprove sua segurança, eficácia ou qualidade.
O órgão ressalta que a venda de medicamentos sem aprovação representa risco à saúde pública, já que não há garantias sobre procedência, composição ou condições de armazenamento desses produtos, elementos essenciais para avaliar seu uso seguro.
Retatrutida também entra na lista de proibições
Além da tirzepatida, a Anvisa proibiu a retatrutida de todas as marcas. O medicamento, que vem sendo divulgado com a promessa de maior eficácia na perda de peso, ainda está em fase de testes clínicos e não possui liberação para uso, distribuição ou comercialização no Brasil.
Segundo a agência, qualquer produto vendido com a alegação de conter retatrutida não oferece garantias mínimas de segurança ou eficácia, uma vez que a substância ainda não foi aprovada para uso em humanos fora de estudos clínicos controlados.
Alerta à população sobre riscos à saúde
A Anvisa reforça que o uso de medicamentos irregulares pode causar efeitos adversos graves e orienta a população a não adquirir produtos para emagrecimento sem prescrição médica e sem registro no órgão regulador. A recomendação é que qualquer tratamento para perda de peso seja feito com acompanhamento profissional e uso de medicamentos autorizados, respeitando as indicações oficiais.