STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição da fabricação, importação, comercialização, distribuição, propaganda e uso da tirzepatida das marcas Synedica e TG, popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”. A decisão atinge produtos anunciados e vendidos no país sem qualquer registro no órgão regulador.
Canetas
Foto: Reprodução / Freepik
A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabelece proibição total de qualquer atividade relacionada a esses medicamentos, envolvendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas que participem da venda, divulgação ou qualquer outra forma de circulação dessas substâncias em todo o território nacional.
De acordo com a Anvisa, empresas vinham usando perfis em redes sociais para promover os medicamentos à base de tirzepatida, mesmo sem autorização para comercialização no Brasil. A agência destaca que nenhum produto das marcas Synedica e TG possui registro ou aval técnico que comprove sua segurança, eficácia ou qualidade.
O órgão ressalta que a venda de medicamentos sem aprovação representa risco à saúde pública, já que não há garantias sobre procedência, composição ou condições de armazenamento desses produtos, elementos essenciais para avaliar seu uso seguro.
Além da tirzepatida, a Anvisa proibiu a retatrutida de todas as marcas. O medicamento, que vem sendo divulgado com a promessa de maior eficácia na perda de peso, ainda está em fase de testes clínicos e não possui liberação para uso, distribuição ou comercialização no Brasil.
Segundo a agência, qualquer produto vendido com a alegação de conter retatrutida não oferece garantias mínimas de segurança ou eficácia, uma vez que a substância ainda não foi aprovada para uso em humanos fora de estudos clínicos controlados.
A Anvisa reforça que o uso de medicamentos irregulares pode causar efeitos adversos graves e orienta a população a não adquirir produtos para emagrecimento sem prescrição médica e sem registro no órgão regulador. A recomendação é que qualquer tratamento para perda de peso seja feito com acompanhamento profissional e uso de medicamentos autorizados, respeitando as indicações oficiais.