Boulos critica Selic a 15% e cobra mudança de postura do Banco Central
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência classifica juros como escorchantes, compara situação à agiotagem e defende redução para aliviar endividamento de pequenos empresários
21/01/2026 às 10:30por Redação Plox
21/01/2026 às 10:30
— por Redação Plox
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol-SP), voltou a criticar o patamar atual da Selic, a taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano. Para ele, não há justificativa para que o índice permaneça tão alto e siga pressionando a economia real.
Boulos inicia a reorganização no ministério
Foto: Agência Brasil
Boulos vê Selic alta como obstáculo para pequenos negócios
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (21/1), Boulos afirmou que a taxa em vigor é “injustificada” e reforçou que os juros elevados agravam o endividamento de pequenos empresários. O ministro também cobrou uma mudança de postura do Banco Central, com a redução do percentual.
Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juros escorchante, de agiotagem, que a gente tem no Brasil. É vergonhosa. Banco Central, já passou da hora, né? Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de taxa de juros nem trabalhador, nem empresário aguenta
Guilherme Boulos
Copom se reúne na próxima semana
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. O colegiado é o responsável por definir o percentual da taxa básica de juros, levando em conta cenário fiscal, atividade econômica e projeções de inflação.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação no país. Ela é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e funciona como referência para as demais taxas de juros da economia, afetando crédito, investimentos e custos de financiamento.