Cão morre após espancamento cometido por adolescentes em Florianópolis
Polícia Civil identifica ao menos quatro suspeitos pela agressão ao cão Orelha, que vivia há cerca de dez anos em Florianópolis; caso é acompanhado pelo Ministério Público e mobiliza protestos da comunidade
21/01/2026 às 17:27por Redação Plox
21/01/2026 às 17:27
— por Redação Plox
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Um cachorro comunitário conhecido como Orelha, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, foi brutalmente espancado por adolescentes na última semana e acabou submetido à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. Maus-tratos contra animais são crime previsto em lei e podem ser denunciados pelo 190, pela Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia (181).
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, ao menos quatro jovens suspeitos de participação nas agressões já foram identificados e localizados. A apuração contou com análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região. A comunidade local realizou um protesto no último sábado (17/1) pedindo justiça pela morte do animal.
Cão Orelha
Foto: Reprodução Instagram)
Animal não resistiu aos ferimentos após espancamento
Orelha foi encontrado em uma área de mata da Praia Brava, com diversos ferimentos pelo corpo. Moradores o resgataram e levaram a um veterinário, mas o estado de saúde era irreversível, o que levou à decisão pela eutanásia. O cão era considerado parte do cotidiano da vizinhança.
Ministério Público e Polícia Civil atuam no caso
Em nota, o Ministério Público de Santa Catarina informou que a investigação está sendo conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do meio ambiente, e pela 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da infância e juventude, em razão de indícios de envolvimento de adolescentes nas agressões.
Após a conclusão das investigações, os autos serão analisados pelo MPSC para a adoção das providências cabíveis, conforme a natureza das responsabilidades apuradas, seja por crime ambiental, seja por eventual ato infracional. O caso causou forte comoção na comunidade local, que via Orelha como parte do cotidiano do bairro e um símbolo da convivência e do cuidado coletivo com os animais. Ministério Público de Santa Catarina
A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, afirmou que os possíveis envolvidos já foram identificados e que a equipe trabalha para concluir o procedimento.
Comunidade organiza protestos e mobilização nas redes
Moradores da Praia Brava criaram um perfil nas redes sociais em memória de Orelha, com o objetivo de divulgar atos e manifestações pedindo justiça. Segundo o esclarecimento publicado na página, o espaço será usado para compartilhar informações sobre mobilizações e para apoiar o encaminhamento de provas às autoridades.
No próximo dia 24 de janeiro, está prevista uma nova manifestação na Praia Brava para cobrar a resolução do caso e reforçar o pedido de punição aos responsáveis pelas agressões.