Lula envia MP ao Congresso e eleva piso dos professores da educação básica para R$ 5.130,63
Medida Provisória reajusta em 5,40% o piso nacional do magistério, após reação da categoria, e cria nova fórmula de cálculo com INPC e receitas do Fundeb para garantir ganhos reais e previsibilidade
21/01/2026 às 17:13por Redação Plox
21/01/2026 às 17:13
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (21/1), a Medida Provisória (MP) que trata do reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica pública. Após negociações, o percentual foi definido em 5,40%, elevando o piso do magistério para R$ 5.130,63.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana.
Atualmente, o piso dos professores está em R$ 4.867,77, valor alcançado após reajuste de 6,27% em 2025. Pela regra vigente, o aumento em 2026 seria de apenas 0,37%, ou seja, um acréscimo de R$ 18 no salário mensal. Na prática, o piso chegaria a R$ 4.885,78.
Com a medida, que prevê reajuste do piso nacional dos professores da educação básica pública, o salário base passa a ser de R$ 5.130,63
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O reajuste considerado baixo gerou forte reação e mobilização da categoria, o que levou o Ministério da Educação (MEC) a buscar uma nova fórmula de cálculo para o piso nacional do magistério.
Como será calculado o novo reajuste do piso
Segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o índice que passa a ser utilizado para a correção do piso é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), combinado com a variação de 50% da média real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Com a MP, o governo espera que a nova regra e o reajuste de 5,40% passem a valer já neste mês.
É um compromisso também nosso de fazer a tramitação dessa matéria no Congresso o mais rápido possível para que a gente tenha sempre uma previsibilidade e establidade no aumento do piso salarialGleisi Hoffmann
Previsibilidade para estados e municípios
Nessa segunda-feira (19/11), o ministro da Educação já havia antecipado que o governo federal anunciaria o novo valor nesta semana, em meio às discussões com gestores estaduais e municipais.
Camilo Santana destacou que a mudança no cálculo busca oferecer mais segurança no planejamento das contas públicas estaduais, ao mesmo tempo em que garante ganhos reais para os profissionais da educação básica.