Pesquisa Atlas: desconfiança no STF chega a cerca de metade; número de 60% segue em apuração

Levantamentos da AtlasIntel apontam percentuais próximos de 50% de desconfiança no Supremo e em seus ministros, mas não há confirmação direta, nas fontes checadas, de um resultado nacional com 60%; apuração busca o relatório original e detalhes da metodologia

21/03/2026 às 07:56 por Redação Plox

Levantamentos recentes da AtlasIntel mostram que a desconfiança no Supremo Tribunal Federal (STF) e em seus ministros gira em torno da metade da população brasileira, com variações conforme o período e a formulação das perguntas. O comando “Pesquisa Atlas: 60% não confiam no STF e nos ministros”, porém, não aparece de forma direta nos principais resultados consultados até agora, o que indica que esse percentual pode se referir a outro recorte (como série histórica, subgrupo ou pergunta distinta) ou estar sendo reproduzido fora de contexto. A checagem desse dado segue em andamento.

STF

STF


Resultados recentes das pesquisas AtlasIntel

Em agosto de 2025, uma pesquisa Atlas/Bloomberg apontou 51,3% de desconfiança no STF e 48,5% de confiança, conforme divulgado pela CNN Brasil.

Outro levantamento, realizado por AtlasIntel/JOTA, registrou 50,9% de entrevistados dizendo não confiar nos ministros do STF, enquanto 42,3% afirmaram ter confiança.

Em setembro de 2024, o Poder360 publicou resultado de pesquisa AtlasIntel segundo o qual 50% dos respondentes declaravam não confiar no trabalho do STF.

Diante desses números, o principal ponto de atenção é que, até o momento, nenhuma das fontes checadas traz o dado “60% não confiam no STF e nos ministros” como resultado nacional direto dessas medições específicas. Por isso, o percentual de 60% permanece como informação ainda em apuração, podendo se referir a outro período, a uma pergunta diferente ou a um recorte específico de público.

Posicionamento de fontes oficiais

O STF costuma se manifestar por meio de notas oficiais e de sua assessoria quando considera necessário esclarecer informações de caráter institucional. Nas fontes consultadas para esta apuração, porém, não foi localizado um posicionamento oficial do STF que responda diretamente a esses percentuais de confiança e desconfiança.

Assim, o conteúdo se apoia nos dados publicados por veículos de comunicação e nos relatórios e levantamentos citados por eles. Até agora, também não foi encontrada informação oficial específica que explique ou confirme o uso público do número de 60% de desconfiança em relação ao STF e aos ministros.

Por que a diferença entre 50% e 60% importa

No cenário político e institucional, índices de confiança e desconfiança no STF tendem a influenciar o debate público sobre decisões da Corte, os limites entre os Poderes e propostas legislativas que afetem o Judiciário.

Em um ano pré-eleitoral, como 2026, números sobre confiança nas instituições também são frequentemente usados por diferentes campos políticos para embasar discursos sobre temas como “ativismo judicial”, “segurança jurídica” e “equilíbrio entre Poderes”.

Nesse contexto, a leitura correta dos dados de pesquisas de opinião torna-se crucial. Percentuais distintos — como 50% em comparação a 60% — podem alterar a interpretação do ambiente político e institucional. Por isso, é fundamental observar o questionário aplicado, o período de coleta, o tamanho e o perfil da amostra, além da redação exata das perguntas, antes de consolidar o número em narrativas públicas.

Próximos passos da apuração

Para esclarecer a origem e o sentido do comando “Pesquisa Atlas: 60% não confiam no STF e nos ministros”, a apuração prevê:

  • Checar o relatório original associado a esse enunciado, verificando a data de campo, o texto preciso da pergunta e se o percentual de 60% se refere ao resultado nacional ou a algum recorte específico, como região, faixa de renda ou intenção de voto.
  • Comparar séries históricas, quando disponíveis, para identificar se houve em algum momento recente uma medição em que a desconfiança tenha se aproximado de 60% em pergunta equivalente.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a