Eduardo Bolsonaro pode ser condenado a 1 ano por difamação contra Tabata no STF

Relator Alexandre de Moraes votou pela condenação e foi acompanhado por Cármen Lúcia; julgamento ocorre no plenário virtual e segue aberto até 28 de abril

21/04/2026 às 18:40 por Redação Plox

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ser condenado a um ano de detenção em um processo por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O caso está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Até o momento, o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação, e a ministra Cármen Lúcia acompanhou o entendimento sem ressalvas.

Eduardo Bolsonaro pode ser condenado a um ano de detenção por crime contra Tabata Amaral (

Eduardo Bolsonaro pode ser condenado a um ano de detenção por crime contra Tabata Amaral (

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)



Placar parcial e andamento do julgamento

Com os votos já registrados, o placar está em dois a zero pela condenação. Para que a Corte forme maioria e Eduardo Bolsonaro seja condenado pelo crime de difamação, é necessário que mais quatro ministros acompanhem os votos já apresentados.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, e os votos seguem abertos até o dia 28 de abril, na próxima terça-feira. Os demais ministros ainda podem se manifestar, seja acompanhando o relator ou apresentando argumentos diferentes.

Marcelo Camargo

Marcelo Camargo

Foto: /Agência Brasil)


O que motivou a ação por difamação

O episódio que deu origem ao processo aconteceu em outubro de 2021. Na ocasião, Eduardo Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma montagem envolvendo Tabata Amaral e afirmou que um projeto de lei da deputada, voltado à distribuição de absorventes menstruais na rede pública, seria uma forma de beneficiar um suposto financiador de campanha.

Tabata Amaral, criadora do PL dos absorventes, teve sua campanha financiada pelo empresário Jorge Paulo Lemann, que por coincidência pertence à empresa P&G que fabrica absorventes

Eduardo Bolsonaro

De acordo com o texto, essas publicações foram usadas como base para o processo por difamação.

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