Reajustes na conta de luz em 2026 podem atingir 35 milhões de consumidores e chegar perto de 20%
Levantamento aponta aumentos acima da inflação e de dois dígitos em algumas distribuidoras, apesar de previsão média de 8% divulgada pela Aneel
21/04/2026 às 12:14por Redação Plox
21/04/2026 às 12:14
— por Redação Plox
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Os reajustes nas contas de luz aprovados e em análise na Aneel já atingem ou devem atingir cerca de 35 milhões de unidades consumidoras no país em 2026. O volume equivale a quase 40% do total de consumidores ainda no primeiro semestre.
Cerca de 35 milhões de unidades consumidoras terão aumento até junho; alta chega a dois dígitos em boa parte das distribuidoras.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Aumentos acima da inflação e picos perto de 20%
Em vários casos, os aumentos superam a inflação e chegam a dois dígitos, com picos próximos de 20%. Os dados indicam que distribuidoras de grande porte, como CPFL Paulista (SP), Coelba (BA), Enel Rio (RJ) e Copel (PR), concentram parte relevante desse impacto. Essas concessionárias atendem milhões de consumidores e registram reajustes que variam de cerca de 12% a mais de 19%, dependendo do caso.
Diferença em relação à previsão média para 2026
O cenário contrasta com a previsão média de 8% de aumento tarifário em 2026, divulgada pela própria Aneel em relatórios setoriais. Em alguns casos, os reajustes foram mais moderados, na faixa de 5% a 7%, por causa do uso de mecanismos de alívio tarifário em determinadas regiões.
Alívio no Norte e Nordeste e impacto mais direto no Sul e Sudeste
No Norte e no Nordeste, parte das distribuidoras conseguiu reduzir o impacto com a antecipação de recursos ligados ao UBP (Uso de Bens Públicos), o que ajudou a manter os índices em um dígito.
Já nas regiões Sul e Sudeste, onde esse tipo de mecanismo teve menor efeito ou não foi utilizado na mesma intensidade, os reajustes aparecem de forma mais direta. É o caso da Copel, com 5 milhões de unidades consumidoras, cuja revisão tarifária em consulta pública indica aumento médio de 19,2%. Outro exemplo é a CPFL Santa Cruz, com pouco mais de 400 mil unidades consumidoras, com revisão próxima de 19%. A empresa atua em 45 municípios de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Pressões estruturais por trás dos reajustes
Além dos mecanismos regulatórios, os reajustes refletem pressões estruturais do setor elétrico. Entre os principais fatores está o aumento de encargos setoriais, especialmente a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), fundo que banca políticas públicas e é custeado compulsoriamente pelos consumidores por meio da tarifa.