CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
A coordenação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser alvo de tensão interna após a crise provocada pelas revelações sobre a negociação de recursos para o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo apuração do UOL, uma ala de aliados do senador reclama de centralização de decisões por Rogério Marinho (PL-RN), escolhido por Jair Bolsonaro para comandar a articulação política do projeto eleitoral.
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogerio Marinho (PL-RN).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
As críticas, ainda de acordo com a coluna, envolvem a atuação de Marinho em áreas como gestão de crise, comunicação, agenda, marketing e estratégia jurídica. Os mesmos aliados, no entanto, reconhecem o peso político do senador potiguar na montagem de palanques estaduais e na construção de alianças, o que mostra que o incômodo se concentra na condução da crise de imagem, e não necessariamente na articulação partidária.
O desgaste se intensificou após o The Intercept Brasil divulgar mensagens e documentos que apontam uma negociação de cerca de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master, para financiar o longa sobre o ex-presidente. Flávio nega irregularidades e afirma que se tratava de patrocínio privado, sem uso de dinheiro público ou oferta de vantagens.
Na quarta-feira (20), o publicitário Marcello Lopes deixou a comunicação da pré-campanha. Em nota, ele afirmou que decidiu priorizar a própria empresa e compromissos pessoais. O publicitário Eduardo Fischer assume a função em meio à tentativa de reorganizar a estratégia de resposta ao caso.
A mudança foi interpretada por aliados ouvidos pela CNN Brasil como um reforço da influência de Rogério Marinho sobre os rumos da pré-campanha. A reportagem aponta que Marinho vinha defendendo ajustes na condução da comunicação, especialmente após a repercussão das mensagens envolvendo Vorcaro e o filme.
O caso também ampliou a pressão externa sobre Flávio Bolsonaro. A Reuters informou que o senador reconheceu ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do banqueiro e disse que a reunião teve o objetivo de encerrar as tratativas sobre o investimento no filme. Com a troca no marketing e o incômodo interno com a coordenação, a pré-campanha tenta conter os efeitos políticos do episódio antes do avanço formal da disputa presidencial.