CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O atrito público entre Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP) ampliou a instabilidade no campo conservador do Distrito Federal e colocou em xeque uma das últimas pontes do ex-governador com o PL de Jair e Michelle Bolsonaro. Pré-candidato ao Senado, Ibaneis divulgou vídeo na quarta-feira (20) ao lado de lideranças do MDB e disse ter acumulado
muitas decepções com a sucessora, sinalizando um “realinhamento” político em relação ao governo local.
Celina reagiu no mesmo dia e afirmou que
sucessão nunca será submissão A governadora. A governadora também disse que, desde que assumiu o comando do GDF, teve de lidar com a crise no BRB e com um rombo nas contas públicas, em uma resposta que marcou a tentativa de se afastar politicamente da gestão anterior.
Como o rompimento entre Celina e Ibaneis agrava a crise da direita bolsonarista
Foto: crédito: Fotos: Renato Alves / Agência Brasília
O desgaste reorganiza a disputa de 2026 no DF porque Ibaneis deixou o governo em março para cumprir o prazo de desincompatibilização e tentar uma vaga no Senado. Celina, então vice-governadora, assumiu o Executivo local com mandato até 6 de janeiro de 2027, em uma transição que, naquele momento, foi apresentada oficialmente como continuidade administrativa.
A crise, porém, reduz ainda mais o espaço de Ibaneis na chapa conservadora. O plano inicial do ex-governador era disputar o Senado com apoio da direita bolsonarista, mas o PL já vinha se aproximando de uma composição com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis para o Senado, além de Celina Leão na disputa pelo governo. A relação próxima entre Celina e Michelle fortalece essa ala e isola o MDB na negociação.
O MDB, por sua vez, passou a ensaiar uma alternativa própria ao Palácio do Buriti. Segundo o Estadão/Broadcast, Ibaneis intensificou articulações para lançar o deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) ao governo do Distrito Federal, movimento que, se confirmado, dividiria o campo que elegeu Ibaneis e Celina na mesma chapa em 2022.
O pano de fundo da ruptura é também a crise envolvendo o BRB e o Banco Master, tema que aproximou a disputa local de uma crise nacional da direita. Reportagem da Reuters apontou que o BRB poderia registrar perdas bilionárias ligadas a negócios com o Master, enquanto Ibaneis nega envolvimento ilícito nas apurações relacionadas ao caso. No cenário político, a consequência imediata é o aumento da fragmentação entre MDB, PL e PP no Distrito Federal, com impacto direto na montagem das chapas para outubro.