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A Secretaria Municipal de Saúde de Ipatinga divulgou o resultado do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Realizado entre 5 e 9 de janeiro, o estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IP) de 6,2% na área urbana, patamar considerado alto e que mantém o município em estado de alerta para o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya.
Os agentes de endemias visitam as residências para verificar se existem focos do mosquito.
Foto: Divulgação / PMI.
Embora o percentual seja menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando o índice chegou a 7,4%, a Secretaria de Saúde ressalta que o cenário ainda exige atenção permanente e ações contínuas de controle do mosquito. A gerente do departamento de zoonoses, Vanessa Andrade explica os primeiros números do índice.
Vanessa Andrade - Gerente do departamento de zoonoses.
Ferramenta estratégica da vigilância em saúde, o LIRAa permite identificar as áreas com maior risco de infestação e direcionar as ações de forma mais eficiente. Em Ipatinga, os dados embasam a intensificação de visitas domiciliares, ações de bloqueio, mutirões de limpeza e campanhas educativas, com foco especial nos bairros que apresentam índices mais elevados. O secretário de saúde de Ipatinga, Walisson Medeiros explica como é feito o levantamento no município e as ações tomadas.
Walisson Medeiros - Secretário de saúde de Ipatinga.
O levantamento também detectou a presença do Aedes albopictus, com índice de 0,2%. Ainda assim, o Aedes aegypti permanece como o principal vetor das arboviroses que impactam diretamente a rede pública de saúde.
Para a realização do LIRAa, estavam programados 4.736 imóveis a serem vistoriados. No entanto, 4.939 residências e estabelecimentos acabaram sendo visitados, superando a meta estabelecida. A operação mobilizou 113 servidores, sendo 102 agentes de combate a endemias atuando simultaneamente em toda a área urbana do município.
Na primeira vistoria de 2026, bairros como Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa registraram índice de infestação de 10,9%, muito acima do recomendado. Outras regiões também apresentaram valores elevados, reforçando a necessidade de ações concentradas e da colaboração direta dos moradores. O secretário explica a importância da colaboração da população no combate ao mosquito para evitar as doenças e também a sobrecarga no sistema de saúde.
Walisson Medeiros - Secretário de saúde de Ipatinga.
Segundo a Secretaria de Saúde, essas informações permitem priorizar as áreas mais críticas e reagir com mais rapidez para reduzir o risco de transmissão das doenças.
O levantamento apontou que os principais criadouros do mosquito continuam sendo recipientes comuns do dia a dia. Vasos, pratos, frascos e bebedouros concentraram quase metade dos focos identificados. Recipientes plásticos, sucatas, barris, calhas e pneus também estão entre os locais com maior presença de larvas.
Esse quadro mostra que o combate ao Aedes aegypti depende, em grande parte, da população, já que a maioria dos focos está dentro das residências ou no entorno dos imóveis. Vanessa Andrade explica onde os moradores podem encontrar informações sobre o levantamento e destaca a importância de receber os agentes nas residências.
Vanessa Andrade - Gerente do departamento de zoonoses.
Com a combinação de altas temperaturas e chuvas frequentes neste início de ano, o ambiente se torna ainda mais favorável à proliferação do mosquito. Nesse contexto, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que eliminar água parada, vedar caixas-d’água, limpar calhas e descartar corretamente o lixo são atitudes essenciais para reduzir os índices de infestação.
A Prefeitura de Ipatinga destaca que os dados do LIRAa orientam as ações do poder público, mas o controle efetivo do mosquito só será possível com o envolvimento direto da comunidade. A população pode denunciar focos de Aedes aegypti e buscar orientações por meio do aplicativo Fala Ipatinga ou da Ouvidoria Municipal, pelo telefone 156.