Irã ameaça fechar totalmente o Estreito de Ormuz e atacar infraestrutura de energia se Trump atingir instalações iranianas
Em meio à crise na principal rota de exportação global de petróleo, Teerã fala em retaliação “em toda a região” após Trump condicionar a reabertura do tráfego no estreito e citar a possibilidade de destruir centrais elétricas do Irã; não há confirmação independente sobre a extensão do bloqueio.
22/03/2026 às 12:54por Redação Plox
22/03/2026 às 12:54
— por Redação Plox
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O Irã elevou o tom neste domingo (22) e ameaçou retaliar com ataques a infraestruturas de energia e petróleo “em toda a região” caso os Estados Unidos ataquem instalações energéticas iranianas, em meio à crise no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de exportação de petróleo. No centro da escalada está a possibilidade de o país fechar totalmente a passagem estratégica diante de um ultimato feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Donald Trump
Foto: Reprodução
Ultimato de Trump e ameaça de retaliação iraniana
A declaração foi atribuída ao presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, após Trump condicionar a reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz a um prazo de 48 horas. Segundo o texto, o presidente norte-americano também citou a possibilidade de atacar e destruir centrais elétricas do Irã.
Estreito de Ormuz no centro da crise
A tensão ocorre enquanto autoridades iranianas vinculadas à Guarda Revolucionária afirmam que o Estreito de Ormuz está fechado — um movimento que ameaça afetar uma parcela relevante do fluxo global de petróleo e pressionar os preços internacionais.
Em análise publicada anteriormente, especialistas ouvidos pela Agência Brasil já apontavam que a instabilidade no estreito tende a gerar desequilíbrio na distribuição e rápida elevação de preços, com potencial de impacto em cadeias de abastecimento e custos de energia.
Risco de volatilidade e reflexos nos preços
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para o comércio mundial de petróleo e gás. Qualquer interrupção prolongada na passagem de navios na região costuma ser acompanhada de volatilidade no mercado internacional, com reflexos em países importadores e exportadores — incluindo efeitos indiretos sobre preços de combustíveis e inflação em economias como a brasileira.
Sem confirmação independente sobre a extensão do bloqueio
Até a publicação desta matéria, não havia, nas fontes consultadas, detalhamento de prazos operacionais para normalização do tráfego no estreito nem confirmação independente sobre a extensão do bloqueio mencionado por autoridades iranianas.