Mulher de 56 anos morre atropelada por ônibus na Avenida Nove de Julho, em SP

Motorista disse não ter visto a vítima por causa de pontos cegos; bafômetro deu negativo e caso foi registrado como homicídio culposo

22/04/2026 às 09:00 por Redação Plox

Uma mulher de 56 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na noite de terça-feira (21), na Avenida Nove de Julho, na região do Jardim Paulista, na Zona Sul de São Paulo.


Ônibus atropela mulher na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo.

Ônibus atropela mulher na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo.

Foto: Reprodução/TV Globo


Motorista diz que não viu a vítima ao iniciar o trajeto

De acordo com o relato do motorista, ele havia saído do Terminal Bandeira e seguia em direção ao bairro. Após realizar o embarque de passageiros em um ponto próximo à Rua João Cachoeira e iniciar a saída, ouviu gritos de pessoas do lado de fora pedindo que parasse.

Segundo ele, o ônibus foi interrompido imediatamente e, ao descer, encontrou a vítima caída ao lado direito do veículo. O motorista afirmou que o coletivo tem diversos pontos cegos e disse que não viu qualquer obstáculo ao começar a andar, além de não ter percebido impacto ou ruído no momento do acidente.

O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, com resultado negativo para ingestão de álcool. Em depoimento, ele informou trabalhar há cerca de um ano na empresa Viação Gatusa e que operava a linha 6200 – Terminal Santo Amaro.

Cobrador confirma versão e testemunha relata momento do atropelamento

O cobrador também confirmou a versão apresentada. Ele contou que, quando o ônibus saiu, várias pessoas começaram a bater na lateral do veículo pedindo que parasse, e disse não ter percebido colisão ou qualquer anormalidade durante o trajeto.

Uma testemunha que estava em uma barraca de frutas nas proximidades relatou ter visto a vítima correr em direção à rua, se agachar e abaixar a roupa, aparentemente para urinar, quando foi atingida pelo coletivo.

Ocorrência é investigada e perícia foi acionada

Policiais militares foram chamados para atender a ocorrência e, no local, equipes de resgate constataram a morte da vítima. A Polícia Militar preservou a área até a chegada das equipes responsáveis pela perícia.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a autoridade policial responsável pela investigação destacou que, até o momento, não há elementos que indiquem, de forma imediata, condução imprudente, negligente ou imperita por parte do motorista da Viação Gatusa.

O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor no 14º Distrito Policial (Pinheiros). Exames periciais foram solicitados, e diligências seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Até o momento, nenhum parente da vítima havia sido localizado, o que pode indicar que ela era uma moradora em situação de rua.

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