Moraes arquiva apuração sobre Hugo Motta e outros três parlamentares após voo no Caribe

Decisão do ministro do STF veio após parecer da PGR, que apontou ausência de elementos mínimos para vincular os citados às suspeitas investigadas.

22/05/2026 às 08:49 por Redação Plox

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da apuração que citava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). Os quatro nomes apareceram no caso depois que um voo particular vindo de São Martinho, no Caribe, aterrissou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP).

A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República, que concluiu não haver elementos mínimos que indicassem participação dos parlamentares nas suspeitas investigadas.

As razões para Moraes livrar Ciro Nogueira e Hugo Motta em ação após voo ao Caribe

As razões para Moraes livrar Ciro Nogueira e Hugo Motta em ação após voo ao Caribe

Foto: crédito: Foto: Gustavo Moreno/STF


Suspeita envolvia desembarque de bagagens no terminal paulista

A apuração tratava de volumes que, segundo a investigação, teriam passado fora do procedimento regular de raio-X no aeroporto executivo. De acordo com os autos, a Polícia Federal analisava a possibilidade de crimes como facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.

A suspeita central era a de que um auditor fiscal teria autorizado a liberação de bagagens transportadas por um tripulante da aeronave.

Foro levou o caso ao STF, mas presença no voo não sustentou investigação

O caso chegou ao Supremo porque a Polícia Federal identificou, na lista de passageiros, autoridades com foro privilegiado. Moraes, porém, entendeu que a simples presença dos congressistas no voo não bastava para manter uma apuração criminal contra eles.

O ministro também levou em conta que as imagens juntadas ao processo indicavam que os passageiros passaram pelos procedimentos de fiscalização.

Aeronave era associada a empresário citado na CPI das Bets

A aeronave era vinculada ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, nome associado ao setor de apostas on-line e mencionado em apurações da CPI das Bets. Apesar da repercussão política, o STF decidiu, neste momento, interromper a investigação apenas em relação aos parlamentares citados.

Arquivamento é restrito e investigação segue para demais envolvidos

A determinação de arquivamento vale exclusivamente para Hugo Motta, Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões. Moraes encaminhou a apuração sobre os demais envolvidos — que não têm foro no Supremo — de volta à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), onde as investigações devem continuar sobre a possível irregularidade no desembarque das bagagens.

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