Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que uma eventual saída do senador Rodrigo Pacheco da disputa pelo governo de Minas Gerais não muda a estratégia do campo governista para 2026. Em entrevista ao Estado de Minas, durante passagem por Belo Horizonte, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um palanque competitivo no estado, embora tenha evitado apontar nomes para substituir o plano inicial em torno de Pacheco.
Mesmo sem Pacheco, Boulos diz que Lula terá palanque forte em Minas
Foto: Lula e Boulos (Foto: Reprodução/Twitter)
A movimentação ocorre depois de o presidente nacional do PT, Edinho Silva, indicar que Pacheco não deve disputar o Palácio Tiradentes. O senador, no entanto, ainda não anunciou oficialmente uma decisão. A possibilidade de desistência já vinha sendo discutida nos bastidores e ganhou força após conversas internas no partido.
Boulos reconheceu que havia uma aposta no nome de Pacheco para unir setores de centro e esquerda em Minas. O ministro atribuiu o enfraquecimento da candidatura ao desgaste político recente do senador e afirmou que a reorganização do palanque governista será discutida com lideranças mineiras, partidos aliados e o próprio Lula.
Minas Gerais é considerada peça central na disputa presidencial. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no estado por margem apertada, e o resultado mineiro voltou a ser tratado por aliados como indicador importante para a eleição nacional. Na entrevista, Boulos reforçou essa leitura e disse acreditar que o presidente voltará a vencer em Minas.
Com o recuo de Pacheco sendo tratado como provável por interlocutores do PT, o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil voltou a circular entre as alternativas. O diretório mineiro do partido marcou uma reunião para 30 de maio, quando deve discutir os próximos passos da articulação eleitoral no estado.
Boulos também comentou a rejeição ao governo Lula e avaliou que o cenário atual não pode ser explicado apenas pela economia. Para ele, fatores ideológicos, disputas culturais e mudanças na forma de circulação da informação passaram a pesar mais no humor do eleitorado. O ministro ainda apontou o endividamento das famílias como uma das razões para parte da população não perceber melhora no orçamento doméstico.