Boulos diz que possível desistência de Pacheco não altera plano governista para 2026

Ministro afirma que reorganização será discutida com lideranças mineiras, aliados, Lula e cita Kalil como alternativa mencionada.

22/05/2026 às 08:12 por Redação Plox

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que uma eventual saída do senador Rodrigo Pacheco da disputa pelo governo de Minas Gerais não muda a estratégia do campo governista para 2026. Em entrevista ao Estado de Minas, durante passagem por Belo Horizonte, ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um palanque competitivo no estado, embora tenha evitado apontar nomes para substituir o plano inicial em torno de Pacheco.

Mesmo sem Pacheco, Boulos diz que Lula terá palanque forte em Minas

Mesmo sem Pacheco, Boulos diz que Lula terá palanque forte em Minas

Foto: Lula e Boulos (Foto: Reprodução/Twitter)


A movimentação ocorre

A movimentação ocorre depois de o presidente nacional do PT, Edinho Silva, indicar que Pacheco não deve disputar o Palácio Tiradentes. O senador, no entanto, ainda não anunciou oficialmente uma decisão. A possibilidade de desistência já vinha sendo discutida nos bastidores e ganhou força após conversas internas no partido.

Boulos reconheceu que havia uma aposta no nome de Pacheco para unir setores de centro e esquerda em Minas. O ministro atribuiu o enfraquecimento da candidatura ao desgaste político recente do senador e afirmou que a reorganização do palanque governista será discutida com lideranças mineiras, partidos aliados e o próprio Lula.

Minas Gerais é considerada peça central na disputa presidencial

Minas Gerais é considerada peça central na disputa presidencial. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro no estado por margem apertada, e o resultado mineiro voltou a ser tratado por aliados como indicador importante para a eleição nacional. Na entrevista, Boulos reforçou essa leitura e disse acreditar que o presidente voltará a vencer em Minas.

Com o recuo de Pacheco sendo tratado como provável por interlocutores do PT, o nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil voltou a circular entre as alternativas. O diretório mineiro do partido marcou uma reunião para 30 de maio, quando deve discutir os próximos passos da articulação eleitoral no estado.

Boulos também comentou a rejeição ao governo Lula

Boulos também comentou a rejeição ao governo Lula e avaliou que o cenário atual não pode ser explicado apenas pela economia. Para ele, fatores ideológicos, disputas culturais e mudanças na forma de circulação da informação passaram a pesar mais no humor do eleitorado. O ministro ainda apontou o endividamento das famílias como uma das razões para parte da população não perceber melhora no orçamento doméstico.

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