Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra começou a ser transferida nesta sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona norte de São Paulo, para uma unidade prisional no interior paulista, em Tupi Paulista. Ela foi presa preventivamente na quinta-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
Deolane Bezerra, influenciadora digital
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A investigação apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane é investigada sob a suspeita de participar de uma estrutura usada para ocultar e movimentar recursos da facção. A defesa da influenciadora nega irregularidades e afirma que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.
Segundo a Agência Brasil, com base em informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a investigação começou a partir de bilhetes apreendidos em 2019 em um presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. Os documentos não citavam Deolane, mas levaram os investigadores a uma transportadora apontada como instrumento financeiro do esquema. A apuração sustenta que valores teriam passado por contas ligadas à influenciadora para dificultar o rastreamento.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva. Também foram determinados bloqueios patrimoniais superiores a R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis vinculados aos investigados. Entre os alvos estão integrantes da família de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como liderança do PCC e já preso no sistema federal.
Os próximos passos da Operação Vérnix ficam sob responsabilidade do Gaeco de Presidente Prudente e da Polícia Civil de São Paulo. As equipes devem aprofundar a análise de movimentações financeiras, empresas investigadas e bens bloqueados, além de apurar eventuais desdobramentos envolvendo outros investigados e possíveis conexões com empresas do setor de apostas.
De acordo com inquérito obtido pela CNN Brasil, um filho de Deolane movimentou mais de R$ 11 milhões em contas bancárias, valor tratado pelos investigadores como incompatível com o histórico profissional e empresarial atribuído a ele. A análise citada pela emissora considera movimentações registradas entre julho de 2022 e maio de 2024.
A Polícia Federal e o Ministério Público também auxiliam nas buscas internacionais por investigados apontados como foragidos. Até a conclusão da apuração e eventual julgamento, os envolvidos devem ser tratados como investigados, sem condenação definitiva no caso.