Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sofreu nova derrota na Justiça dos Estados Unidos na tentativa de barrar a coleta de documentos sobre bens e transações ligados a ele no país. O Tribunal Distrital do Sul da Flórida negou o pedido da defesa para recorrer da decisão do Tribunal de Falências e encerrou o caso por falta de jurisdição, mantendo, por ora, as medidas que permitem ao liquidante buscar informações patrimoniais no exterior. ([Metrópoles][1])
Justiça dos EUA mantém coleta de documentos sobre bens e transações ligados a Daniel Vorcaro
Foto: Agência Brasil
A disputa faz parte do processo aberto nos EUA após a liquidação extrajudicial do Banco Master no Brasil. Em abril, o juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, já havia rejeitado a maior parte das objeções apresentadas por Vorcaro contra intimações expedidas a terceiros. A decisão preservou a coleta de informações em 24 das 28 intimações analisadas e impôs restrições em pontos específicos, como diligências ligadas a um imóvel em Windermere, na Flórida, e uma intimação ao Bank of New York Mellon por limitação geográfica. ([GovInfo][2])
A defesa do banqueiro argumentou que o liquidante promovia uma “pescaria probatória”, expressão usada para descrever uma busca ampla por provas sem delimitação precisa, e alegou risco de exposição de informações privadas sobre patrimônio e negócios. O tribunal de falências, porém, entendeu que a maior parte das solicitações estava dentro do alcance da regra 2004 do procedimento de falência norte-americano, voltada à obtenção de informações sobre atos, bens, passivos e condição financeira relacionados ao processo. ([Metrópoles]
No recurso ao tribunal distrital, Vorcaro tentou reverter essa permissão antes do fim da etapa de coleta de documentos. A rejeição ocorreu porque a decisão questionada foi tratada como preliminar, e não como decisão final apta a recurso imediato. Com isso, a EFB Regimes Especiais de Empresas Ltda., liquidante do Banco Master, segue autorizada a solicitar documentos de empresas, bancos, varejistas de luxo, galerias e outros agentes com eventual relação com ativos ligados a Vorcaro e a demais pessoas alcançadas por bloqueios. ([Metrópoles][1])
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em 18 de novembro de 2025 e informou que a medida alcançou também outras instituições do conglomerado. No processo norte-americano, a busca por documentos tem como objetivo identificar ativos que possam integrar a massa patrimonial ligada à liquidação e, eventualmente, ser usados para ressarcir credores, sem que isso represente, nesta fase, conclusão judicial sobre propriedade ou irregularidade específica de cada bem. ([Banco Central do Brasil][3])
No Brasil, o caso também avança em outra frente. A Polícia Federal decidiu não endossar a proposta de colaboração premiada discutida por Vorcaro e seus advogados, embora a Procuradoria-Geral da República ainda possa avaliar eventual acordo, segundo a Agência Brasil. As investigações e os processos ligados ao Banco Master seguem em andamento, enquanto a defesa do banqueiro continua contestando medidas que considera excessivas. ([Agência Brasil][4])