Bolsonaro tenta blindar Flávio e conter crise após laços com banqueiro investigado
Crise no entorno do PL envolve conversas sobre recursos para o filme “Dark Horse” e reacende debate interno sobre alternativas para 2026.
O senador Sergio Moro (PL-PR), ex-ministro da Justiça, afirmou nesta sexta-feira (22) que
o PT tem fetiche por corrupçãoao sair em defesa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, em meio à repercussão das ligações do parlamentar com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista ao programa TMC 360.
Senador e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (PL)
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Moro disse ter assinado pedidos para instalação de uma CPMI sobre o Banco Master e acusou o PT de atuar contra a apuração parlamentar. Segundo ele, Flávio Bolsonaro também apoiou requerimentos recentes porque
não tem nada a temer. A fala ocorre no momento em que aliados e adversários disputam, no Congresso, em Brasília (DF), o controle político das investigações sobre o caso.
A relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro ganhou força após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo pedido de recursos para o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma que a tratativa era privada, sem uso de dinheiro público e sem oferta de vantagens indevidas.
Apesar da defesa feita por Moro, o Correio Braziliense informou que Flávio não assinou os primeiros pedidos de investigação sobre o Banco Master apresentados no Congresso. Segundo o jornal, o senador passou a defender uma nova CPI após a repercussão do áudio em que solicita recursos a Vorcaro.
O Banco Master está no centro da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado. A Agência Brasil informou que a investigação apura indícios de fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro, vendidas a outra instituição bancária.
Na entrevista, Moro também citou a CPMI do INSS e voltou a criticar o governo Lula, atribuindo à base governista resistência a diligências. As apurações sobre o Banco Master seguem em andamento, e os envolvidos citados negam irregularidades ou tratam os fatos como objeto de investigação ainda não concluída.